domingo, 9 de outubro de 2011

• Так сладко "доброе утро"...

Кто-то послал мне этот мультфильм.

Это не одна из тех марках, которые блоггеры использовать для переключения между ними. Просто добрый путь, чтобы сказать "я люблю тебя".

Один из них удивительные вещи об интернет показано здесь. Это заставляет людей, которые могут так далеко друг от друга, чувствовать, что они очень близки. Большие расстояния не имеют значения. Ни какие-либо небольшие шансы пара человеческих существ быть вместе один день.

Имея это случилось со мной, он привел меня, чтобы эти мысли, что я буду подвергать дальше. Мысли не так добр. Можно найти их даже неприятно.

Я родился в маленькой стране. Страна, которая когда-то в истории был большой. Мои сограждане, в основном те, в моем родном городе, которые также родились здесь и здесь остался, живущий своей жизнью похожи: мал. У них есть негативные мысли. Они любят грустные песни. Они не знают, как строить планы на будущее.

Существуют некоторые ограничения для меня здесь. Я должен найти моих сверстников, тех, с кем я добираюсь, чтобы чувствовать себя ближе, на больших баз данных: весь мир. Вот где я принадлежу.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

• Nothing... but freedom

É preciso ter muito cuidado com o que se deseja... porque os nossos desejos mais profundos podem vir a tornar-se realidade. Quando menos esperamos. E talvez quando tenhamos deixado de desejá-los...

É o problema dos desejos. Têm uma exequibilidade que não é quase nunca num prazo imediato ou mesmo curto.

Eu insensatamente desejei a minha liberdade.

Em nome de me sentir livre, cometi erros. Graves. Feios. Imorais. Canalhas. Inconfessáveis. E quiçá quase imperdoáveis. E por isso fui deixado. E assim estou agora livre. Tal como cheguei a desejar-me.

Tenho procurado gerir a minha liberdade imposta. Que já não era tão desejada nestes últimos tempos, afinal.

Hoje, por exemplo. Tive a sensação de ser o homem mais livre desta nação á beira-mar plantada. Quiçá de todo o mundo ocidental e dito civilizado. Onde momentos de liberdade absoluta não nos são assim em tantas ocasiões propícios.

Estou em gozo de férias. As primeiras depois de muitos anos que gozo só. Sem mudar de ares. Sem aqueles luxos que o dinheiro pode pagar. Simples. Apenas e só dolce fare niente.

Hoje cumpri uma mini-travessia do deserto. Simbólica. Em solitário. Marchei como um soldado de infantaria através de terras arenosas. Umas milhas ouvindo o mar que se sentia bem perto mas camuflado atrás dum pinhal. Outras bem ao lado dele e do espectáculo duma sua bravura selvagem mas contida pela brandura deste estio a expirar.

À medida que caminhava, pensava como o pobre do comum dos mortais, cheio de compromissos profissionais, que o obrigam a ficar fechado dentro de um edifício, me poderia invejar. A mim, que durante umas maravilhosas horas estive sem amarras a me prenderem a nada ou a ninguém, a usufruir dum explêndido dia de sol, céu limpo e natureza belíssima, ali, tudo só p'ra mim.

A meta desta minha marcha era o retorno à civilização. Num recanto de praia que serve a um resort turístico que se apresentou aos meus olhos - que o não viam p'rái há uma meia dúzia de anos e onde então fui muito feliz, em boa companhia - magnífico. 

Omito propositadamente onde é esse deserto e esse resort. Mas concedo que não é muito longe da nossa capital, em direcção ao sul. E nem poderia ser. Porque sou livre mas não posso ir longe.

Já antes deste dia ando a desejar deixar de ser livre. E como agora já fiquei de liberdade saciadinho.... queria ardentemente voltar a ser um homem comprometido. E sobretudo amado.

Não sou homem de fé. Mas roguei áquele anjo que se demitiu de me amar, quando nesse altar do mundo que é Fátima se encontrava, para pedir à santa que olhasse por mim e me enviasse outro anjo igual. O pedido foi assim feito, afiançou-me...

Pelo meu lado, busco manter uma moral elevada, com as seguintes estrofes que sempre pairam no meu espírito, nestas últimas luas:

Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca, poetisa de Vila Viçosa

sábado, 17 de setembro de 2011

• Nothing

Mesmo no final do romance "Os Maias", de Eça de Queirós, João da Ega, alter-ego do autor, diz esta frase para Carlos Eduardo da Maia, do qual era sua sombra inseparável:
"Falhámos a vida, menino!..."
Eu bem quis, depois da leitura desta obra que me marcou, sempre procurar evitar ter de dizer o mesmo para mim próprio. Mas não o consegui. E admito-o, finalmente. Falhei a minha vida.

Dei cabo dela e arrastei comigo para uma vida sem rumo outro ser que me fez companhia de jornada. Desde pouco depois do 11 de Setembro de 2001... até ao dia seguinte ao meu último aniversário. Que é a 29 de Outubro. Quando cumpri meio século de existência neste mundo dos mortais.
Foi mais ou menos há um ano atrás, também neste mês aziago de Setembro, que descobri que esse ser tinha começado a sonhar o seu futuro sem mim. E já o vinha fazendo desde há dois a três anos a essa parte...
O céu então caiu-me em cima da cabeça. E o castelo de cartas que a minha vida era - e continua a ser - desmoronou-se, que nem as Twin Towers do World Trade Center de New York... E tal como o mundo mudou nesse Setembro de 2001, eu também mudei nesse verão índio de 2010. Prenúncio do outono da minha vida.
Desde há um ano, no término das minhas últimas e felizes férias, tenho este fado que mais se assemelha a um fardo. Que hei-de carregar até ao fim dos meus dias. Que me faz andar em permanência a questionar-me...
Como foi possível eu ter sido tão canalha com um anjo que os deuses me ofertaram?
Como foi possível eu ter feito esse anjo caridoso virar um aparente monstro p'ra mim, mesmo não sabendo da canalhice do meu lado?
Como foi possível eu ter sido tão estupido e cego?
Como foi possível eu não ter querido ler os sinais que estiveram sempre diante dos meus olhos?
Como é possível eu ter raiva apenas de mim?
Como é possível eu continuar a gostar desse anjo?
Como é possível também, que esse anjo não me seja hostil?
Como é possível, apesar de tudo, não poder haver mais esperança?
Como é possível que palavras algumas não possam já ser trocadas entre nós, sem que estas nos magoem, mesmo que de afecto e carinho se tratem?
Porque tenho eu de arrancar o coração fora do peito?
A esta última questão, acho que vou sabendo ter resposta. É para eu não enlouquecer de dor... já que de arrependimento, nada há a fazer.
E de agora em diante viver o vazio. O nada.
A nossa interacção nesta terra, digo a minha com esse anjo, começou e terminou da mesma maneira: por sms...
________________________________________________________
Para escutar a banda sonora original (ost) deste post, clicar aqui. Esta melodia não me saiu da mente esta semana toda que findou...

domingo, 4 de setembro de 2011

• Erotica, my personal version

Ora então, segundo reza a lenda, os humanos teriam originalmente quatro braços, quatro pernas e uma cabeça com dois rostos...

Isso teria preocupado Zeus, o deus supremo da antiguidade grega. Que receou o poder que os humanos assim deteriam. E fez-nos então um downsizing para o formato que temos agora. E com isso nos terá condenado a eternamente nos vermos forçados a andar em demanda da nossa outra metade... Boa!...

Este facto pode bem explicar porque nós, humanos, gostamos tanto de estar abraçados. Daquilo a que a uma caríssima alma amiga minha vi um dia designar por "carinho silencioso". Num lãnguido abraço demorado, um casal de humanos mortais numa rede deitado, numa tarde de estio ociosa, para compor um cenário imaginário, pode vivenciar a ilusão da reunificação das duas metades da laranja.

Este fait-divers da mitologia grega só por nos recordar isto já é delicioso! Mas não vou ficar satisfeito em quedar-me por aqui, que esta historinha é um mote demasiado rico para ser desperdiçado...

E agora, a partir desta base lendária, do acervo da nossa consolidada cultura universal, vou divagar. Deixar dar livre curso a esta minha inquieta imaginação. É que, para além desta forma de nos explicar porque temos esta pulsão de querer dar amor e carinho a um outro ser em que conseguimos antever uma metade separada de nós no passado, posso tentar encontrar algo mais, que também nos explique o que é o... huuummm!... sexo. Pronto, já disse a palavra que tornará doravante este post interdito a menores de idade.

A perfeição absoluta nunca existiu, nem mesmo no Olimpo. Se até o grande Zeus teve de corrigir uma vez a mão, neste particular da engenharia biológica do homem, então podemos admitir que houve mais detalhes que lhe escaparam nesta sua criativa obra.

Vamos presumir que a clivagem do homem original - com quatro braços, etc., - não foi 100% equitativa, de forma a produzir a partir de um só dois seres iguailinhos.

Pois é! Admitamos lá que quando se deu a tal cissão, houve um pedaço de massa corporal que se quedou agarrado a mais de um lado, como uma parte estranha a este; e a menos do outro, claro, onde restou uma cavidade cujo vazio clama por ser preenchido.

Para além ainda do plano físico, características psíquicas que conviviam no homem original numa perfeita harmonia yin-yang foram de igual modo mal repartidas. 

Dois exemplos úteis que se pode dar de algumas dessas parcelas do carácter são a sensibilidade e a rusticidade. Opostas entre si, que ficaram em maior grau, respectivamente a primeira naquele ser dividido a que se passou a designar por MULHER e a segunda no HOMEM, tout court este último assim chamado, por facilitismo de linguagem, já que o original ser também já era assim.

Aqui chegados, vamos agora concretizar um pouco mais: aquela dita massa corporal que ficou a crédito do lado masculino, para dar os nomes aos bois, é o que os actuais experts em anatomia baptizaram por PÉNIS. E o déficit material da outra metade, a feminina, convencionaram ser a VAGINA.

Atrás se disse, lembre-se, que a sensibilidade pareceu ter ficado quase toda dum lado só. No caso, a metade feminina. 

Isto é, em boa verdade, fácilmente demonstrável. Qualquer pessoa tem entranhada empiricamente a impressão que zonas sensíveis, ditas por vezes como erógenas, no corpo da Mulher estão espalhadas por todo e cada centímetro quadrado de pele. Já no Homem essas mesmas zonas erógenas estão todas concentradas aonde?... Pois! Exactamente aí onde está a pensar, caro leitor.

Nada disto é afinal surpreendente. E porquê?... Ora, justamente porque aquele pedaço que o pénis é era suposto não ter sido - nabice! - atabalhoadamente rasgado da metade corpo da Mulher. Isto é, se tudo corresse sempre bem nas bricolages dos trapalhões deuses gregos...

Mas bem, graças a Deus* que aconteceu deste modo. Há males que vêm por bem. Porque assim, para além de estarmos condenados ad eternum a procurar a nossa cara metade, quando a encontramos actua então em nós um instinto enraizado que nos impele, mais tarde ou mais cedo, a ter sexo com ela.

Já tantas vezes pensei com os meus botões da braguilha... que estranha actividade é esta do sexo! Se eu fosse um extraterrestre, não perceberia nem como esta terá surgido um dia, inventada a partir do quê, nem porque esta também parece ser tão prazeirosa para o comum dos mortais. E até de alguns dos deuses...

À luz do que aqui filosofei e romanciei, finalmente hoje entendo o que é afinal o sexo. Não é mais do que dois humanos a dedicarem-se a anular a obra de Zeus. Para dois voltarem a ser um só. E para ambiciosamente recuperar o alegado poder perdido. Daí o frenesim e o gozo com que muitos praticam o sexo.

Caberá aqui quiçá relatar agora um episódio engraçado que ocorreu com um amigo meu, de sua graça Carlinho. 

Andave o pobre Carlinho de candeias às avessas com a sua Jaciara, já por um longo período, quando a ocasião se proporcionou que os dois resolvessem pôr a conversa em dia e em pratos limpos. 

E por de pratos se tratar, Carlinho e Jaciara, no meio de acesa discussão, deram aquela abracinho bem hardcore, com ela sentada justo em cima da banca de pedra da pia da cozinha da casa dela. Consta que suaram bastante ambos...

Acto contínuo, Carlinho uma hora depois estava a passear-se pelas ruas da sua cidade com aquele sorrisinho besta que todos conhecemos a bailar-lhe no rosto. E para o justificar perante os amigos seus que o viram e sabiam de sua desventura e tentativa de reconciliação com Jaciara, exclamou esta frase sublime:

"Rapaiz, entrou até o pensamento!!!..." **

Fusão de dois seres que se amam mais perfeita que esta não pode haver, a meu ver!...

Maravilhosa, a nossa natureza humana. Que dotou o Homem dum lindo apêndice que lhe não pertence de pleno direito e do qual é tão-só fiel depositário. E que quando este encontra a legítima dona*** desse pedaço antes dela, o pénis se metamorfiza em espada de carne, então abundantemente irrigado de sangue. Bombado por um coração mais irrequieto, porque em presença finalmente da outra metade de si, prestes a reunificarem-se as duas.

É tão sublime também antes dos dois corpos se colarem e encaixarem, ou seja, antes do chamado coito, a veneração que ambas as partes envolvidas na refrega fazem primeiro do pedaço do outro corpo a ser-lhes entregue depois. Fase que se designa como os preliminares. Onde para além dessa adoração de zonas de lazer restritas, os nossos cinco sentidos se exercitam em manobras militares invadindo o território alheio todo, ávidos duma conquista rápida como as dos desenfreados cavaleiros hunos comandados por esse bárbaro do Átila.

Ao que se segue o tal de coito, ou como uns dizem, a penetração. Onde para se ser venturoso, não só o pénis deve adentrar como também a vagina abocanhar. E o pensamento dos dois combatentes ser uno mas ao mesmo tempo incontrolável, balanceando de lá p'ra cá e vice-versa, os dois conjuntos de neurónios em ebulição ligados em rede por essas ficha e tomada que o pénis e a vagina constituem.

E depois da tempestade, a calmaria.  Algo mais elevado do que o sexo. Descrito aqui.

Obrigadinha, Zeus. Bem hajas pelo que nos fizeste. És um bacano. Tu também, segundo me consta, gostas pouco, gostas...
________________________________________________________

* Qual, perguntar-me-ão?... O da vossa livre escolha. Ponham a vossa humana imaginação prodigiosa p'ra trabalhar também, seus calões!...

** Não cuidem porém que Carlinho é de se vangloriar da sua masculinidade, não. É até um doce de mocinho. E tinha por circunstãncia atenuante um estado depressivo em que o anterior desamor de sua Jaciara o tinha mergulhado.

*** Em italiano, o substantivo Mulher diz-se, nem por acaso, Donna. Mais um facto para corroborar as minhas tontas teorias.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

• Blog Day 2011

Ontem foi o Blog Day 2011. Parece que é por causa de os números da data de ontem - 3108 - lembrarem a palavra "blog"... huuum!.. Só soube isto perto da meia-noite. E assim não pude ainda ontem, na data certa, fazer um post sobre isto.

Mas vejo que esta data foi muito falada no ano passado mas agora em 2011, a iniciativa murchou muito... a avaliar pelos ecos que se podem consultar na net.

Bom, mas afinal, de acordo com o espírito da coisa, aqui vai o meu Top Twelve dos blogs que sigo:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

• A dor da perda

Muito me fartei eu de lamentar a minha sorte, quando com ela vivia!... Que o dinheiro não queria nada comigo... que não conseguiria nunca realizar os seus sonhos vãos... que isto, que aquilo... etc. 

Hoje eu não a tenho mais a meu lado. E compreendo agora o que era o mais importante. E era o tê-la a meu lado.

Cego que eu era, não via a riqueza que detinha. E como estou a viver na pobreza hoje... Ainda que rico de bens materiais eu até pudesse ser no presente. Nada tem valor agora sem ela.

Porque me não curou ela desta cegueira minha, com a sua sagacidade? Porque nunca me fez ver que a estava perdendo de verdade? Porque teve de ser que eu e ela nos apartássemos um do outro, se nem eu e nem ela deixámos de nos gostar e nem seremos agora felizes separados?...

Agora que ela o seu despertar fez e os encantos meus p'ra ela se desvaneceram, eu nada valho. Qualquer um sempre será melhor do que este desgastado homem no seu coração de fêmea. Mas eu ainda não tenho quem a substitua a ela. Nem consigo vislumbrar, pois minha cegueira é a falta dela o que a torna incurável agora...

Há todavia a consciência em mim que jamais serei dela de novo nesta vida. E até lhe pedi quando a Fátima os seus passos a levaram, faz algumas luas a esta parte, que rezasse por este ateu e à santa rogasse pela minha fortuna retornar. Na forma de outra mulher companheira igual a ela.

Eu sou um homem bom. Creio em mim. E se já aquilo que sempre ela me deu nunca mais o saborearei, acredito que continuo a merecê-lo receber as mesmas bençãos vindas de futuro de outra deusa.

E essa fé terá de me deixar ser livre dela. Para que ela também seja livre de mim. Para que os meus estados de alma não a prejudiquem. Porque eu posso prejudicá-la. Porque eu não sou de ferro e nem de barro. E ela magoa-me. E eu nem lhe posso passar essas minhas mágoas que dela me tombam. Porque ela ficará triste. E eu não a quero triste.

Mas não tenho conseguido calar minha tristeza mais. E o abrir o meu peito para ela, ainda que só um pouco, já lhe fez mal. Se o expusesse todo, que seria então!... Mas não. Nem ela entenderia. E nem me escutaria. E só ripostaria com as mágoas que eu também lhe causei no passado. Nesse passado que temos de apagar das nossas memórias.

É triste o fim do amor e da paixão. Sobretudo de uma forma que nos parece estúpida. E sem poder contar tudo o que nos vai dentro. But I shall overcome. Eu vou conseguir erguer-me de novo. E vou ser melhor. Já o venho sendo.
________________________________________________________

Para escutar a banda sonora original (ost) deste post, clicar aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

• Namasté!...

A todos os seguidores deste blog.
A todos os meus amigos das redes sociais em que me encontro.
A todos aqueles que amo e que estão no meu coração.
E por último, ao anjo que me enviou esta imagem. 

Namasté.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

• Love and silliness...

Overwhelming truth*, this one!... 

E se trocarmos os boys pelas girls nesta frase, ela continua a ser muito verdadeira. Este boy que eu sou, que aqui espraia seus pensamentos padece desse mal do espírito. 

Mas sei que tenho de me curar. E para não parecer ingrato com os deuses, reconheço que estes me têm enviado alguma ajuda humanitária para debelar as minhas maleitas.

I'll get by, with a little help from my friends...
________________________________________________________

* A inspiração para este post fui buscá-la aqui, a este excelente e fresco blog que sigo.

domingo, 14 de agosto de 2011

• Leap Year

...Ou no título oficial traduzido para português "Tinhas Mesmo que Ser Tu...".

Mais um excelente filme a que fui assistir com a minha filhota, no final duma semana em que ela me deixou cheio de orgulho na sua garra e determinação.

Grande lição de vida a minha descendência me está a dar!... Uma lutadora incansável. E como prémio pela sua bravura, mereceu este sábado passado uma ida ao cinema, a uma sessão depois da meia-noite.

Duas notas sobre o filme: a Irlanda é mesmo uma ilha encantada. Magnífica, a fotografia da paisagem campestre desta terra mágica. E a outra nota é que... o amor pode surgir nas nossas vidas quando e donde menos se espera. E mais não direi. Nem me pagam p'ra isso.

Poderão ver o trailer deste filme no seu site oficial, clicando aqui, ou no site da IMDb, aqui. E aqui fica também o poster da versão original deste filme. 

E o verão e a vida continuam... de um modo leve. Como tem de ser. 

E este é um filme para renovar a fé de cada um na vida. A minha hora de ser feliz e encontrar o amor de novo há-de chegar. Agora tenho a certeza. Eu também mereço.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

• Kαλύτερους φίλους μας *

Conta a lenda que Ulisses - o herói grego que deu nome a esta capital de uma nação que é Lisboa -, no fim da sua Odisseia, ao regressar à sua ilha de Ítaca, mais de uma dezena de anos depois de lá ter partido, veio vestido de andrajos até aos seus aposentos para não ser imediatamente reconhecido. Acto falhado, pois o seu fiel galgo Argos, mesmo cego e fraco pela idade avançada, teve faro suficiente para começar a abanar vertiginosamente sua cauda.

Quantas vezes não ouvimos já dizer a alguém que, quanto mais conhece os homens, mais gosta dos animais?...

E porquê, já se perguntaram alguma vez? Eu conto-vos então a minha versão da verdade: porque eles perdoam-nos tudo.

Os bichos sabem bem que aqueles que nós amamos são os mesmos que têm as ferramentas necessárias para partir os nossos corações. Como se proclama na língua de Shakespeare na imagem acima que ilustra este post.

O gatinho aí mostrado na foto ainda nem talvez esteja a sofrer o embate da ingratidão do seu amigo humano. E a expressão nos seus olhitos já estão a indicar que o perdoam.

E assim é que temos de ser, como os animais. Perdoar, perdoar sempre. 

É até uma atitude auto-ecológica correctíssima. Porque se não perdoamos, guardamos rancores. E esses rancores são ácidos que nos corroem por dentro. São anticorpos da alma. Há que erradicá-los a todo custo.
________________________________________________________

* Kaliterous filous mas, os nossos melhores amigos, em grego. 

Nota: Estamos em Agosto. Para quem ainda não tenha notado... Vou inaugurar neste mês de férias uma série de posts light, fresquinhos e, sobretudo, curtos q.b.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

• Mutluluk *

Sempre existirão mágoas nas nossas vidas. Mas ao mesmo tempo bençãos também.

Sempre haverá dor. Mas a alegria também pode surgir. E precisamos sempre não nos deixar cegar pelas dores a ponto destas não nos permitirem experimentar alegrias. Inda que pequenas nos possam parecer estas últimas ao lado das primeiras.

A receita para atingir a perfeição na busca da felicidade é então... reduzir até chegar a ignorar totalmente aquilo que nos fere a alma e ampliar até ao infinito aquilo que a conforta.

Simples. Mas é preciso coragem e inteligência.

________________________________________________________

* Felicidade, em turco.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

• 18 anos depois...

Foi há dois dias, no último sábado, de tarde solarenga em toda a Lusitânia.

Eu não devia, não era suposto eu ali estar. Mas estava. Era preferível, era bem melhor que ali não tivesses ido parar. Mas também lá estavas.

Nós não vivemos juntos faz mais de 3 lustres. E durante esse tempo decorrido, mal nos vimos ou sequer falámos amiúde. Que é como quem diz, quase nada mesmo.

E no entanto, aqui estamos os dois. Num diálogo que durou uns breves minutos. Estou triste por teres de ficar aqui logo hoje. Mas feliz por ter conseguido te ver. E tu ficaste surpresa pela minha presença mas esta parece-me não te ter desagradado. Até pelo contrário, julgo. Porque sorriste, apesar de também te quedares bem triste. E com dores.

Estamos neste hospital. Não era para ter acontecido o nosso diálogo. Tu devias estar com a nossa filha na alegria do lar onde as duas vivem. Numa festa. E eu vim cá ter por causa dela não poder juntar-se a ti e não saber do teu estado.

Ela, o nosso grande legado, que aportámos a este mundo dos humanos, questionou-me mais tarde se eu cheguei a ver-te. 

Contestei-lhe que te dei um beijinho. Não só um mas vários. O respeito que tenho à grande mãe que tu és metamorfizou-se em menos de um ápice numa incontida ternura. E, claro, osculei o teu rosto, com a visão do qual pasmava de indisfarçada admiração, de a nossa filhota ter hoje a tua cara chapada, meus deuses....

Deuses esses que se divertiram a congeminar as circunstãncias que concorrerarm para que nos encontrássemos sós, um com o outro, às 18 horas. À mesma hora de novo, como há 18 anos atrás. Na mesma posição relativa. Tal como então, eu de pé, ao teu lado, que estás deitada numa maca.

Naquele dia do passado distante - que a ilusão me faz crer todavia que foi ontem - foram as dores de parto que te assaltavam o corpo de mulher guerreira. 

"Ela tem muito cabelo!" - gritei eu então, assim que ela assomou fora de ti, que não podias vê-la, porque reclinaste a tua cabeça para trás, vencida que estavas e fatalmente te rendeste ao esforço que a mãe-natureza te havia pedido naquele instante maravilhoso.

Como foi possível, que sem o planearmos, voltássemos a estar nós dois como naquele dia glorioso da nossa estreia na paternidade? Logo hoje, quando a nossa menina alcança a maioridade?

Sou um grandessíssimo ingrato. Quantas vezes não praguejei contra vós, meus deuses, maldizendo as chagas da minha existência. Quando vós me ofertais por vezes momentos tão sublimes como este...

Missão cumprida, "Chiinda". Nós pusémos nesta terra e lográmos criar um ser lindo e sagaz como a mais inteligente das raposinhas. Eu creio que a preparámos bem para sulcar os trilhos desta vida.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

• This is Walter Black

Walter Black é um homem bom.

Um bom pai, um bom esposo. Um homem capaz de ter sonhos. Mas também um pobre dum loser. Um tipo compulsivamente deprimido. Até ao dia em que a sua vida muda. De uma forma inusitadíssima.

"The Beaver", um filme mais que magnífico. Uma lição para todos nós. Uma história em que eu próprio me revi.

Um dia, no meu passado recente, em que me encontrava particularmente deprimido, eu tive a visita do "meu castor". E escrevi sobre essa experiência vivida a solo pela alma minha neste mesmo blog. Foi neste post. Fiat Lux.

Por isso, chorei como uma Madalena durante a sessão de cinema onde assisti a este filme. Com a minha filha como testemunha. E mais, com ela a secundar-me nos deslumbres provocados por esta história encantadora e pelas sublimes interpretações dos actores dela. De todos sem excepção, mas sobretudo a de Mel Gibson.

É pungente aquela parte em que Walter Black se põe a filosofar em entrevistas em programas de televisão de audiência máxima. E ainda aquela em que se debate contra o fantoche de castor que o domina, para deste se libertar.

Um homem grande, este aussie. Acho que é por admiração e em homenagem a ele que eu emprego o vocábulo anglo-saxónico "mate" nos meus blogs.

Poderão ver o trailer deste filme no seu site oficial, com o link para este já colocado acima, ou directamente aqui. Ou ainda aqui.

Uma jura final que eu farei a mim próprio: eu desejo para mim poder conseguir evoluir na minha vida com a dignidade das rugas do Mel Gibson.

domingo, 19 de junho de 2011

• I hate the way you speak truth

Há verdades que nos ferem com a dor de punhais cravados no peito.

E ferem-nos mais ainda quando nos parecem muito insofismáveis. Como esta, que bem poderia ter saído dos lábios pintados desse refinadíssimo sofista do captain Jack Sparrow.

Ouço bastas vezes o comum dos mortais proclamar que odeia a falsidade e a mentira. Pobres mentes pequenas, as vossas que isto dizeis... eu cá convivo cada vez pior é com a suposta verdade.

Eu aprendi que o ser humano mais puro que possamos imaginar sempre mente.

E mente porque começamos por mentir para nós próprios. Quando estamos apaixonados. O Amor é um habitat onde a verdade não mirra. Só a ilusão.

Adoro hoje em dia uma canção da Rihanna, em que esta querida fala candidamente que "I love the way you lie".

No Amor só há mentira. O Amor não é um território seguro. Não há pés bem assentes na terra no Amor. E quem quer amar tem de saber existir nessa imponderabilidade.

Odiar a mentira é fecharmo-nos ao Amor. É ter medo de anar. Porque se é segurança que desejamos sentir, então não é no Amor que deveremos passear.

No Amor é preciso saber estar com o falso. Saber ler as suas translúcidas entrelinhas. Nada nos vai ser dado no Amor como absolutamente garantido. Somos nós que temos de descobrir tudo. Nenhuma verdade nos vai ser dada de bandeja.

Eu já não acreditarei nunca mais em quem um dia diga me amar. Porque quem eventualmente soltar tal impropério, poderá antes de tudo estar a mentir para si próprio. Porque para si quer acreditar estar a ser capaz de amar. E só circunstancialmente eu possa ser o objecto desse alegado sentimento. Como outro qualquer o poderia ser também. Só que o acaso fará com que seja eu que estarei mais à mão no momento.

É isso. Não creio mais em quem me ame. 

Mas acredito piamente em quem diz gostar de mim. Mesmo que o diga que muito.

If you want safety, choose friendship, not love.