segunda-feira, 12 de março de 2012

• Gawin ito ang tamang paraan*

Minsan, ito ay hindi kahit isang tanong na ang mga bayag upang tumayo at labanan para sa isa na mahal namin. Ito ay higit pa tungkol sa pagiging makatuwiran. Hayaan ang babae na balabal ang aming mga puso na maging sa iyong sarili. Maging ano siya ay nais na, pababa malalim sa kanyang kaluluwa.

Ito ay isang tanong ng labanan ang iyong sariling mga paggalan sa sarili. Ang ugat ng pinaka-mapanganib na kalalabasan na ang isa ay maaaring maging sanhi ng mga iba.

Upang mahalin ang isang tao ay upang magtakda ng kanyang libreng.
________________________________________________________

* "Do it the right way", in tagalog, one of the major languages spoken in the Philippines, which I seldom dream as being the land of the most sweet and kind women in this world. The ones I presume who may be more close than anyone else to know how to love unconditionally.

domingo, 11 de março de 2012

• 私は助けを求める(2)*

別の図面は、今日ここに示されています。私の読者の皆様に、英語にテキストを変換するために、私はまだあなたの助けが必要です。
________________________________________________________

* "I ask for help (2)", in japanese. People from the country of the rising sun can help too, since they use the Kanji alphabet. And my message might be more reachable to net users in Japan. As it seems that in the Empire of the Middle the access to read blogs can be quite limited or sometimes even blocked by authorities, so I'm seldom told.

sábado, 10 de março de 2012

• 我求人*

我看到了中国的幻想艺术图纸罚款收缴今天在互联网上。我想用我的读者分享。尤其是那些谁可以帮我翻译这些插图(肯定)明智的文本。

在世界各地,没有人愿意给我一只手?...
________________________________________________________

* "I ask for help", in chinese (simplified).

quarta-feira, 7 de março de 2012

• My daily pray for a miracle

I ran recently into this sentence, very well put by an unknown great lady, full of self proud:

"Next to me in life there will be one day the best man in the world, because I'm the best woman in the world."

I kinda follow this way of thinking!… And I feel glad someone else other than me had the guts to shout these words.

For if I am a man who has ended more than a year ago a nine years long and open relationship - far more open than it should be from the start, perhaps - feeling to have being rejected, I still realize myself to be a great guy. To about any intelligent woman with a mature spirit in this whole world.

I'm not going to be afraid of words. If people knew my life story, if they could hear what I've already suffered by loving, if they could see the things I've forgiven and my ability to walk in another person's shoes, if they could watch me deal with sentimental pains… people would grant me the title of "the best man in the world".

I'm nowadays very confident on myself. Despite being a middle age man, who has wasted his last ten to fifteen years of his life not having a major goal for it, I still feel inside to have a great power to make someone who might choose to be by my side unconditionally happy.

And armed with this faith in me, I pray every day for the miracle of finding and joining myself with the best woman in this world. I deserve her and she deserves me.

We both are special human beings. And this blessing the gods allow us to enjoy make us bound to do great things together in this harsh times we're living today.

sexta-feira, 2 de março de 2012

• De lo que ya no es...

Amar es una tarea muy dura. Tan dura es, que a veces podemos ser inducidos a pensar en dejar de todo de amar... Nos parece inútil. Y se queda tan doloroso, además.

Pero de repente, vemos un pensamiento como éste.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

• My cuddling addition

No meu post imediatamente anterior a este resolvi mostrar um poema que me saiu da inspiração do travesseiro. E dum efeito de indução provocado por uma amiga* minha do feicibuqui, que teve a grande amabilidade de publicar no meu mural da dita rede social alguns versos da sua lavra.

Neste referido poema, que intitulei de "Paraíso Perdido", expus aquilo de que tenho maior carência hoje. De cuddling. De ficar abraçado por horas a fio e em silêncio. Num sonho de um momento passado que a minha memória reteve como dos mais doces que vivi. E que não vai repetir-se jamais, muito provavelmente…

Hoje, na ressaca desse laivo de inspiração criativa que desceu em mim, racionalizo o que me aconteceu. E concluo que o homem vulgar, quando no poeta se transmuta, é como o pavão quando abre em leque as penas da sua exuberante cauda multicolor.

Ou seja… se eu falei de algo que sei que não vai acontecer de novo, com aquele ser com quem vivi num breve paraíso terreno, é porque a primeira intenção, quiçá inconsciente, por trás dessa atitude é afinal esta: quis exibir a minha cauda como o pavão.

Quis proclamar aos quatro pontos cardeais "Reparai no modo meu de amar. Quem gosta também desta forma tão doce de amar? Quem quer ser por mim amada assim? Haverá neste mundo quem me venha a amar assim de novo?".

________________________________________________________

* É dedicada justamente a esta amiga a banda sonora original (OST) deste post. Para escutá-la, clicar aqui. Admirai como a magnífica interpretação de todos os actores cria um belissimamente sublime quadro vivo. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

• Paraíso perdido


Voltaste. E a nós queres.
Imóvel logo me quedo
Com a tua cega mirada.
Sei que o tempo vai parar.
Vamos olvidar o mundo
Nesta nuvem partilhada.

Das casas botões desalojas.
Enquanto a face tua afago
Na tez do meu peito dedilhas.
Os arfares trocados são.
Pontes são relançadas
Entre nossas duas ilhas.

Os lábios actuam em dupla.
Cerram fileiras os corpos
Auxiliados pelos braços.
Extasiadas as almas vão.
Os olhos estão exclamando
Que perdoam erros crassos.

Ao silêncio nos entregamos.
As palavras vãs se tornaram
Perante este nosso carinho. 
Ofertas-me todo o teu ser.
E rendido ao teu convite
Adentro esse cálido ninho.

Não somos mais que um só.
Já o pensamento nos une
Tal como a carne o faz.
Ser teu não posso dispensar.
Assim ao teu lado deitado 
É lá que está minha paz.

Porque não me procuraste?
Como podes existir sem isto,
Deixando a vida passar?…
Este sonho, se não for real,
Em demanda de tal Éden,
Só me resta por aí errar.


Giuseppe Pietrini               .

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

• Where are you?…

Where are you?… I thought I had found you, once or twice. But no. Because the ones I thought they could well be you have ceased to love me the way I am. So, they couldn't be you... Right?... Right???... Am I seeing things clear? Or rather not, once more? 

Where are you?… Why are you so late to show up? Will you ever do it? Have I already seen you? I haven't payed you the attention you deserved, surely... Will we ever meet again? Or for the first time? Will we live together one day? For the rest of our lives?

Where are you?… Do you even exist in this world, my love? And in these times were living now, as well? I feel so damn lost without you...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

• Le chant des sinères

Une sirène bretonne, déguisé
dans sa forme entièrement humaine
"On n'a rien perdu", dit-elle avec la sincérité que la mauvaise humeur dégage.

Lorsque nous sentons qu'on n'a rien perdu, je dis, c'est parce que nous croyons qu'on n'a rien eu. Pour elle, ça sera bien. Pour moi, il n'est pas. J'ai perdu. J'ai perdu l'étreinte. Le sourire. Le baiser. Le lit. L'affection. La compagnie. Soit, tout.

Le chant des sirènes est toujours quelque chose concocté... Un homme devient ivre vers le haut avec ça. Il tombe amoureux facilement, même par inadvertance. Oublie que la sirène est un être volage. Et quand vous moins y attendez, elle s'évapore.

La sirène ne veut pas les chaînes en soi, ni qu'elles sont les plus douces. Le magnétisme de la mer survient, plus tôt ou plus tard. Car la mer représente la liberté. La renonciation de la remise à quelqu'un d'autre. Que la sirène ne peut pas supporter éternellement.

Tu m'as appris à aimer, petite sirène et sorcière. Et si tu m'as tellement essayé d'avertir! ... "Regardes bien, que l'amour est un malheur!...". Mais quoi! Comment allais-je t'entendre, si j'étais reposé dans tes bras tout mon être, même l'âme. Tu savais bien qu'il y aurait une fin qui devait venir. Mais j'étais en plein rêvé et sans aucun envie de me réveiller.

L'ordre est venu et tu as eu la décence de la déclarer unilatéralement. Tu ne pouvais pas me laisser à jamais dans l'environnement onirique. T'as bien fait. Et moi, imbécile, que fais-je?... J'essaie de trouver une autre sirène. Irrationnelment. Et oui.

Celle-ci fut, peu à peu, faisant de façon que je puisses t'oublier. Pendant des années à fil. Afin de réclamer sa place exclusive dans mon coeur. Et à la fin elle a réussi. Mais il y a toujours un effet secondaire dans les processus de durcissement. Le souvenir de toi, maintenant disparu, est remplacé par un autre mémoire de l'expérience de vivre avec elle. Due à la grande générosité avec laquelle elle s'est donné à moi.

Je l'ai perdu. Et elle ne se sent pas qu'elle m'a perdu à moi. Et je ne le manque pas. Parce que peut-être elle a toujours su qu'elle ne m'a jamais eu.

Maintenant, je ne veux pas avoir. Ne pas revivre la douleur de la perte. Je deviens lâche. Et il n'y a qu'une seule chose que pourrais bien me réveiller le courage. Elle vouloir m'avoir à nouveau, même si ce soit pour un seul jour.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

• A poesia e o nosso povo

Anteontem fui surpreendido e tocado pela invulgar beleza da sabedoria popular de António Aleixo.

Um ser humano raro, que faz-me o favor de ser uma amiga minha no facebook, partilhou no seu mural, como soe fazer quotidianamente, um pequeno texto. No caso uma quadra deste poeta algumas vezes negligentemente ignorado. Que reza assim:

"Não te beijo e tenho ensejo 
de um beijo te roubar.
O beijo mata o desejo
e eu quero-te desejar."

A leitura destas linhas tão simples porém tão sublimes ecoou na minha memória durante a jornada inteira. Ó quadra tão sagaz e vera, saída da mente de um homem genuino do povo que, dizem, nem soube bem as letras enquanto viveu.

Pela grandeza da sua humilde alma, de cada vez que eram por mim reavivadas estas palavras de ouro em surdina, em meio às gentes da urbe de Ulisses com quem me cruzava, uma sacana duma lágrima teimosa escapava-se-me.

Quem estiver a ler esta confissão, cuidará que caminho pela vida tristemente. E no entanto sou feliz.

Feliz porque ainda choro com estas coisas. Porque ainda sou muito sensível ao belo imortalizado por quem me ensina tanto. Porque ainda não estou empedernido. E porque isto me basta para ser feliz.

Por ser assim como sou, e sustentado ultimamente até por uma tranquilidade inbalável, creio que isto faz de mim também um ser belo e digno de ser amado. E ainda hei-de sê-lo. Ou sou-o já hoje, de facto.

Recebo muito carinho, que me chega nas horas mais inesperadas, bem como nas mais necessitadas, de várias proveniências. De umas encantadoras amizades, que fui ganhando neste último ano de uma repentina solidão.

Ah, mas quem dera voltar um dia a beijar! 

A beijar áquela a quem o beijo jamais matou o desejo, antes o reforça. Beijar, agora que quero mesmo merecer o beijo seu.

Ou, se for esse o meu fado, e assim os deuses designarem, a não beijar mas abraçar esse meio mundo que me busca. E ao buscar-me, me mantém vivo e radiante. E me faz ser bom.
________________________________________________________

O poeta António Aleixo nasceu no dia 18 de Fevereiro de 1899, em Vila Real de Santo António, filho de José Fernandes Aleixo, tecelão de profissão, e de Isabel Maria Casimiro, doméstica, naturais seu pai de Loulé e sua mãe de Vila Real de Santo António.

Acessoriamente a ser um poeta popular, da história da sua vida de homem simples, ficou sobretudo conhecido António Aleixo por ter sido cauteleiro e vendedor de gravatas nas ruas de Loulé, cidade onde viveu a maior parte dos seus anos. Diz-se que também foi guardador de rebanhos, bem como cantor popular de feira em feira. Menos referidos sobre ele foram os factos de ter sido polícia, em Faro, e servente de pedreiro, emigrado em França.

Depois de já ter aqui neste blog mencionado um outro vate, Fernando Caldeira, agora com este lembrar a António Aleixo, figura que estará no espectro social bem apartado do primeiro, que pensar senão que este é de facto um país onde todos temos a poesia no nosso código genético comum?...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

• Harém ou alcova

Sometimes it's good to be the king, costumam dizer os britânicos…

E poderia também ser esse o desabafo de um qualquer sultão dessa longínqua Istanbul. Aquando se encontrasse refugiado de agruras de calores estivais com abanicos de penugem de avestruz, agitados por miríades das suas odaliscas, dispostas em seu redor. Dolcíssimas fêmeas, qual sereias encantadas, tão abnegadamente devotadas as vidas delas a sua magnífica alteza.

Alguns de nós, homens, se não quiçá todos, já terão sonhado estar na pele desse sortudo sultão, quando pela primeira vez se tiverem vistos confrontados com o conhecimento dessa realidade. De que existiram em tempos que já lá vão no próximo Oriente esses viris paraísos terrestres a que os otomanos chamavam de haréns.

Eu também já terei querido ter esses sonhos… Mal avisado andava. Hoje vejo mais além.

E sei que o pobre diabo desse sultão era bem capaz de experimentar amargos momentos de uma profunda solidão. Mesmo que mergulhado num cálido banho de sereníssima luxúria e carinhos mil, que uma dúzia ao quadrado de jovens e esbeltas mulheres de seios fartos e generosamente desnudos em sua deliciosa alvura lhe dedicassem.

Isto porque porventura uma só dama lhe fizesse sentir no espírito e na carne a dor teimosamente persistente da sua falta. Aquela a quem sabia que de tudo podia contar a ela da sua alma profunda. No mais recôndito dos aposentos do seu palácio. Onde coubessem só os dois. 

Ele e a sua favorita. A única que lhe importa.

Naquela simples alcova, a mais despojada de luxos, reduzidos a banalidades em face da divina felicidade recebida no encontro das duas caras-metade.

É isto o que eu hoje sei. Ao fim destes anos todos em que a minha vã masculinidade fui andando a pôr infantilmente à prova. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

• O amor mais puro

Hoje gostaria de lembrar neste meu blog um poeta pouco conhecido da nossa nobre língua portuguesa.

Porque o vejo como um singular gentleman. Que passei a apreciar através da leitura do seu poema que reproduzirei em baixo, que consta que algum desdém literário terá provocado ao seu ilustre contemporâneo Camilo Castello Branco. Algo Incompreendidamente, direi eu...

Creio ter encontrado neste poema a expressão do amor mais puro que haver pode, dum amante extraordinário que de forma tão sublime idolatrava a beleza feminina. Com mal disfarçada vaidade desejaria me poder rever também nas suas galantes palavras.

Como se poderá bem adivinhar, os mesmos dizeres impregnados de paixão eu dedicaria a alguém muito especial no meu coração e na minha biografia por escrever.

Uns pézinhos

Cismo, cismo e não sei inda 
como tu, sendo tão linda 
e tão vaidosa de o ser, 
tens ai no chão pousados 
os teus pézinhos coitados!
aí como uns pés quaisquer!...

Eu não sei, não compreendo, 
quando te vejo correndo, 
mesmo que vás devagar, 
como uns pés tão pequeninos, 
tão delicados, tão finos, 
assim te podem levar!

Faz-me pena, coitaditos! 
tão galantes, tão bonitos, 
vê-los assim pelo pó!... 
Muita pena!... ainda ao menos 
se não fossem tão pequenos... 
mas assim faz mesmo dó!...

Ainda se toda a estrada 
te fosse ao menos juncada 
de rosmaninho e alecrim, 
como a santa da capela 
quando sai no andor, mas ela 
nunca teve uns pés assim!...

Olha! às vezes endoideço 
quando tos vejo, e apeteço 
duas semanas... um mês... 
dois meses... nem sei eu quanto, 
ser um sapato, contanto 
que tu me tragas nos pés!...

Às vezes, quando à tardinha 
tu vais cismando sozinha 
por sobre a relva ao de leve,
suspira cada folhita 
d’inveja a mais pequenita 
que o teu pézinho conteve!

E se páras distraída 
junto d’alva margarida, 
ou malmequer, ou bonina, 
faz gosto ver o jeitinho 
com que a flor torce o pézinho 
e sobre um dos teus s’inclina!

Que amor! que amor, ó meu Deus! 
e não é por serem teus
que os amo tanto, não é... 
Esse teu pé pequenino 
foi obra dalgum destino 
que eu tenha de amar um pé.

Mais ai! são tão desdenhosos! 
mostram-se assim descuidosos, 
mas eu conheço, eu bem sei... 
mil beijos, que me rejeitam, 
nem por tapete os aceitam, 
pobre de mim, que os sonhei!

E verás que dentro em pouco 
nem sei da cabeça, louco 
por ele... e seus desdéns!... 
Que tu também, coitaditos! 
tens uns pés tão pequenitos 
que por um triz que os não tens.

Esconde-me esses traidores, 
esconde-mos. Sedutores!... 
nem são pés, são um feitiço!... 
Esconde-me esses ingratos, 
nem as pontas dos sapatos 
quero ver-lhes, antes isso.

Que hei-de eu fazer, quando os vejo, 
a tanto faminto beijo
que tos quisera calçar? 
que nem os peixes no rio 
se juntam tanto a fio 
na veia d’água a brincar?

S’inda fosse a tua meia 
destes peixes rede cheia 
quando a fosses vestir, 
e em cada malha embrulhado 
ficasse bem emalhado 
ao menos um sem cair!

Ou, ao menos, se as pedrinhas 
onde os pões quando caminhas 
fossem todos beijos meus, 
que, nem indo a pé descalço, 
pusesses um pé em falso... 
mas assim!... valha-me Deus!

Olha, a dizer-te a verdade, 
eu acho que é crueldade 
deixá-los ir pelo chão... 
Se queres, poupa-lhes passos, 
levo-te a ti num dos braços 
e eles ambos noutra mão.

Fernando Caldeira
________________________________________________________

Fernando Caldeira nasceu no palácio da Borralha, em Águeda, a 7 de Novembro de 1841 e morreu, relativamente novo, em 2 de Abril de 1894. Foi o segundo filho do primeiro Visconde da Borralha, Francisco Caldeira Leitão Pinto de Albuquerque de Brito Moniz, par do reino, do Conselho de D. Maria II e moço fidalgo. Foi sua mãe a Sr.ª D. Inês de Vera Geraldes de Melo Sampaio e Bourbon.

Por tradição de família, Fernando Caldeira cursou Direito e foi bacharel pela Universidade de Coimbra em 1861. Revelador da personalidade do poeta é o testemunho do Dr. Mateus Pereira Pinto, médico da família e amigo íntimo:

“Conhecê-lo foi o mesmo que admirá-lo e ficar preso do irresistível poder de sedução que dele dimanava. Debaixo deste aspecto foi um conquistador. Verdadeira alma de poeta… (…) O seu olhar sonhador e apagado, indicava-nos que o seu espírito deixava o seu invólucro material para pairar nas regiões etéreas do belo, mas tinha também cintilações e fulgor, que revelava um cérebro potente e produtivo.”

Fernando Caldeira, além de poeta, foi sobretudo dramaturgo. Sendo que a sua primeira peça teatral, “O Sapatinho de Setim”, estreou no Teatro da Trindade em Lisboa, em 1876. Curioso, este título... Que me leva a comparar este vate a esse outro vulto bem mais cosmopolita que foi o gaulês Retif de la Bretonne.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

• Good vibrations

Ζω σε ένα παλάτι που ονομάζεται "ευτυχία". Οδηγώ μια λιμουζίνα αυτοκίνητο, το εμπορικό σήμα του είναι "καλή τύχη". Νιώθω υπέροχα, όπως και αν είχα την ευλογία των θεών του Ολύμπου.

Το μέλλον πρέπει να είναι λαμπρό, αφού το υπέροχο μέρες είμαι έχοντας αυτή την εβδομάδα.

domingo, 8 de janeiro de 2012

• 고독*

“Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta gente, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?” 
Haruki Murakami, in "Sputnik Sweetheart"** 

É assaz curioso como, bem antes de ler este livro, já tinha expresso neste blog em tempos um pensamento que se me afigura deveras semelhante na sua essência a isto que Haruki Murakami escreveu. Terá sido então neste post...

E que ainda uma outra alma neste mundo dos deuses tenha também achado relevante esta porção de texto. Porque foi partilhado neste site.

Assombroso, digo eu, cá com o meu fecho éclar… Caramba! Que enorme fatalidade esta.
E que suave consolo, ao mesmo tempo, também... Mi sembra che non siamo soli ad essere soli, dunque.
________________________________________________________

* Loneliness, em coreano. Piscadela de olho a Miu, personagem singela deste romance de Murakami.

** No original em japonés, "スプートニクの恋人 "; "Sputnik meu amor" na edição portuguesa.

P.S.: Obrigado pela oferta deste livro, filhota. O pai ama-te muito.

sábado, 7 de janeiro de 2012

• Still unchecked...


And this since last year's - 2011, that is - beginning... I mean, in a permanent way. Forever and ever. And not just someone. But the ONE. Who, of course, will have to be the special one. As special as I am as well, at the least.

Many thanks, although, to the few gentle souls that brought me joy to the heart and hope in the future, in a transitory fashion, all along these last hard twelve months. You made me feel I'm not so alone in this world, after all.