sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

• 鼠年*

Nunca tive lá muito apreço por ter como signo do zodíaco chinês um animal como o Rato.

Dizer antes que sou um triplo Scorpio tem bué mais sainete, digo eu…

Contudo, descubro este ano que ser o Rato é também algo especial. Porque o Rato foi o primeiro animal a acercar-se de Buddha, o desperto, segundo a lenda. E portanto este bichinho esperto ganhou a honra de encetar o zodíaco chinês.

Sim, esperto tem sido muito camundongo. Enumeremos só alguns: 

Mickey, Jerry, Mighty Mouse, Ratatouille… 

Need I say more?…

É hoje, dia 24 de Janeiro, que tem início o CNY, Chinese New Year.


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* O Ano do Rato, em mandarim.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

• A vida

E eu encontro-me hoje muito desencontrado. Bastante afastado do meu ponto de equilíbrio. Mas isso pode significar que um novo estado de equilíbrio vem aí no meu caminho.

Não é de todo mau experimentar de quando em vez um breve período de imponderabilidade…

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

• Prends garde à toi!...

Há uns tempinhos atrás, e uma vez mais em conversa sempre enriquecedora com um sábio amigo meu, o grande senhor Luis Filipe* da Loja do Américo, em Óbidos, ouvi um relato de uma vida dedicada à tauromaquia.

Então parece que existe neste mundo um nobre senhor de humildes origens que sempre foi toureiro, nascido para as bandas da Nazaré. Escapou à vida do mar e da faina da pesca, destino de tantas outras vidas ali nascidas, porque teria jeito para lidar com o touro.

A tradição da festa brava é algo que eu não me importaria nada que fosse abolida, tal como os sacrifícios de vidas humanas no circo romano findou, faz tantos séculos!… É um salto civilizacional que fatalmente a marcha do mundo trará um dia. Não tenho qualquer dúvida. E defenderei sempre que tal aconteça mais cedo do que tarde.

Esta minha posição filosófica em relação às touradas foi omitida enquanto escutava a história que me era contada pelo Luis Filipe. Porque não quis perturbar com essa minha opinião o relato da tal história, que começava a me interessar.

Voltando ao nosso toureiro, parece então que este homem, hoje com mais de 90 anos, é ainda capaz de executar com grande elegância e arte esse assim dito bailado - que alguns de entre nós podem admirar mais do que eu - com a capa e espada que a sua profissão lhe exigia.

E depois de uma tal exibição da sua enraizada destreza, foi desafiado numa tertúlia entre amigos a falar do que foi a sua carreira nas praças de touros de todo o mundo.

Alguém a dada altura quis desatar a sua língua sobre a sua vida amorosa. Comparando-o a um marinheiro, que dizem tem uma mulher em cada porto ao qual arriba. Também o nosso homem deveria ter tido muitas namoradas, conquistas feitas em todas as cidades onde teria actuado.

- Nem uma!… - retorquiu o ancião toureiro. 

Que isto de estar apaixonado era incompatível com o seu profissionalismo. Que quando uma paixão habita o nosso coração, isso torna-nos frágeis. E o touro consegue aperceber-se de tal ponto fraco. E investe com mais ferocidade.

Assim deve ser. E portanto será até perigoso ter o coração mole enquanto se toureia. Pode ser a morte do artista. 

Após escutar a história desta vida consagrada ao touro, quedei-me a reflectir sobre se esse perigo indissociável da paixão não se aplicará a todas as nossas obras e acções…

Até alguém que faz algo com que não concordamos nada pode dar-nos uma importante lição de vida!…

Ce n’est pas juste toi, toréador, celui que doit prendre garde…

E no entanto, na minha marcha neste mundo eu caio sempre no mesmo erro.

Deve ser algo inerente a quem como euzinho aqui tem o sol, a lua e o signo ascendente, todos, todos em Scorpio
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* Já me referi antes a outro incremento da minha cultura geral que o Luis Filipe me proporcionou, num post doutro dos meus blogs, que pode ser lido clicando aqui.

sábado, 30 de novembro de 2019

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

• About sweetness

“I’ve had my heart broken by someone, recently.
I wish you could find your everlasting love,
so at least one of us two could be happy.”

A dear friend of mine said these words to me the other day. How much sweeter a friend of ours can be?…

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

• Foi há quatro anos...

Há quatro anos atrás, por esta mesmíssima altura do ano, eu parti destas paragens à volta do lugar onde nasci para tentar iniciar a brand new life, lá bem longe.

O leitmotiv para essa partida rumo a um desconhecido era uma notável história de amor que eu julgava então poder estar a dar os primeiros passos fora do virtual. E o que se seguiu superou as minhas melhores expectativas.

Descobri que a harmonia entre mim e outro ser semelhante - e já agora, encantador - é possível. Que sabe bem consagrar a nossa própria existência ao bem-estar de outra existência.

Mas tudo não passou duma experiência-piloto de curta duração. De pouco mais de um mês.

Tenho hoje, volvidos estes quatro anos, uma vida confortável. Mas creio que desejo de novo sair da minha zona de conforto. E vivenciar outra vez tempos de incertezas, tão deliciosos como aqueles que me deixaram eternas saudades.

Saudades que foram parcialmente mitigadas há um ano atrás, antes do Natal, por acaso… 

É mister que volte a esses lugares onde já fui muito feliz. Mesmo que seja em solitária jornada.

É isso ou em alternativa que os deuses me ofereçam a visão de um novo Shangri-La.

Cada vez que eles o fazem penso que será a derradeira. Que o meu destino doravante fica por minha exclusiva conta e risco. Que eles já me deram a sua atenção o suficiente. Que será o que eu devo merecer, na justa medida e no momento.

Mas depois constato que pode sempre haver algo mais. É só preciso ser paciente. E eu creio sê-lo.
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Nota: o cachorrinho da imagem que ilustra este post não tem nada a ver com o resto. Com este felpudo fofo e kiduxo puppy, da raça Serra da Estrela, quero simplesmente atrair mais leitores a este blog, através do Pinterest. No fundo, repetir o efeito que um outro post doutro blog da minha autoria logrou obter. Mais tráfego. Dessa vez com uma foto dum canito da raça Labrador. Igualmente fofo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

• A crise da meia idade

Há uns tempos atrás eu não me imaginaria a experimentar esta felicidade que o usufruto dum pequeno veículo - e logo um típico carrinho de senhora - me proporcionaria.

Ando por aí tantas vezes de capota recolhida, o mais que posso. E rio-me quando vejo outros condutores com o mesmo modelo de carro que o meu a circular todo fechadinho, capota e vidros. Para que quer esta gente absurda um descapotável, afinal?… Se não é para vaguear cabelos ao vento, então mais valia não o terem adquirido!…

Olho amiúde para o lugar do passageiro enquanto vivo verdadeiros momentos zen agarrado a um volante, surpreendentemente. E acabo a pensar como ela viveria esses mesmos momentos aí sentada. Creio que sorrindo, feliz tanto quanto eu. E a aumentar o volume do som nos altifalantes de quando em vez, ao surgirem músicas que nos tocam.

Apetece-me gritar ”I’m the king of the world”, como o De Caprio navegando em direcção ao novo mundo e a uma nova vida.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

• Üksikasjad*

I know that she pays attention to such details as these shown in the pictures illustrating this post. And I happen to also notice the same details. Details that escape to most of us, common people.

A few trees are blossoming. Red petals fall to the ground. They draw on the sidewalk something that resembles to me like a flag. A green and white flag with some red color over that background.

I wander… Just by hazard, the flag of Algeria looks alike this art made by mother nature on the floor. But this is really just by hazard. That's what has occurred to me in the moment, without thinking too much.

Scenery seen one of these days, early in the morning.
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* Details, in estonian language.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

• Or is it Ireland?...

I’m confused… A few days ago I was dreaming of flying to Thailand. Now it can turn out to be Ireland, instead.

Thailand, Ireland… Perhaps this is just me wandering too much. Or maybe a sign. I’m pretty sure my destiny must be a country who’s name ends with “~land”.

This world is full of beautiful places to live. Even the one one is currently living in can be wonderful. If one can watch it every single new day on a different perspective.

On the other hand, one can get also fed up of living always in some paradise land. There must not be any perfect places, anywhere, to live for an entire lifetime.

So, in my humble opinion, one has to choose at least two favorite earthly paradises to settle down. Not just one. And escape from one to the other, from time to time or every once in a while, every time one feels like in need of a change of air.

A long time ago on an almost forgotten post in this blog I wrote this sentence:

"As soon as possible one should
make friendship with an eskimo" *.

In chemistry the molecules that have the strongest bonds between their individual atoms are the ones that are formed between atoms of elements that are placed as far as possible from each other on opposite sides of the periodic table. Like NaCl, sodium chloride. Or more commonly known, salt.

So it can also be the case with us, humans. The more different from each other a man and a woman can turn out to be, the more their marriage has this potential to work out for the best. To be a successful and lasting union.

On such a marriage each member of the couple will have to be always adapting to the other. Always questioning his or her own values, long time ago acquired in their lives. And that will keep their minds more and more open by the years.

In this process both man and woman will get together spiritually richer.


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* After this had been put in written form, I proved this theory of mine in practice. I can proudly say "been there, done that".

sábado, 10 de agosto de 2019

• ประเทศไทย*

ประเทศไทยจะเป็นจุดหมายปลายทางต่อไปของฉันหรือไม่ ฉันสงสัยว่าทำไมฉันไม่ได้พิจารณาเรื่องนี้ก่อนหน้านี้
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* Thailand, in the thai language.

sábado, 27 de julho de 2019

• About having control

I can’t control the weather. If I could, I would like to escape to a colder climate in the summertime. This year, it seems to be a joke, this fact that central Europe is suffering from an heat wave, with temperatures over 40ºC. And in my country temperatures are staying quite mild. Like if summer has not yet started here…

I can’t control my workflow. Tourists are my main clients. And they keep coming here to my hometown Lisbon by the dozens. I have been working non-stop this last month. But ok, I know this pace will slow down, sooner or later. Meanwhile, I’m even starting to enjoy some peculiar situations* that I’m experiencing lately…

And mostly I can’t control love. Instead, love controls my life.

So, I just stay zen. Because that's the way to do it. I simply let go. Completely. One day I might be rewarded due to adopting this attitude. Probably when I will least expect anything to happen. Or most certainly...

At the end of the day, one should not believe in people that state that they have full control of their lives.

They’re must be mistaken. As always.

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* One of these funny situations is reported in this post of another blog of mine. but there's more. There's one even that involved some fellow bloggers from Morocco!...

segunda-feira, 24 de junho de 2019

• Updating my bucket list

A minha actual existência é perfeita hoje em dia. Nada ou quase nada me falta. Nada excepto…

…ter um par de olhos a mirar-me
quando eu abrir os meus todas as manhãs.

Já faz algum tempo que não tenho esta distinta benção. E não dá para esquecer o último par de olhos que me acordavam há uns anos atrás.

Sejam esses ou outros, before kicking the bucket eu amaria voltar a ser tão feliz quanto já fui.

Faço minhas as sábias palavras of the good ol’David Lee Roth, no seu hino “I Ain’t Got Nobody”, que passo a citar:

“Won't some sweet mama come and take a chance with me
Cause I ain't so bad”

quarta-feira, 29 de maio de 2019

terça-feira, 14 de maio de 2019

• The best of both worlds

Em jeito dum repentino balanço - o mais actualizado e consciente possível - que me apeteceu elaborar acerca da minha presente existência, tenho a declarar o seguinte…

Tenho hoje o melhor de dois mundos: a liberdade dum vagabundo* mas também a chance de me oferecer os pequenos luxos dum rei. Só falta encontrar com quem compartilhar isto que tenho. Dum modo duradouro. Para sempre.

Eu já sei com quem eu queria ficar para sempre. Desde há quatro anos atrás. Mas esse querer tem de ser mútuo. E já o foi em tempos idos.
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* Já publiquei um post em que me dizia ser apenas vagabundo. Felizmente houve uma evolução pessoal desde então.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

• Será?...

Será?... Mas eu acho que ainda quero tanto!... Apesar de tudo e de todos. Apesar de tudo o que acontece ou não. Apesar de todos os ventos e marés.

Eu ainda acredito e continuarei a acreditar que sei bem o que quero. Mas de facto aquilo que mais queremos pode nem sempre ser o melhor que possa vir parar no nosso caminho neste mundo.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

• De mãos e pés atados

Mãos e pés metaforicamente atados. E por vontade própria de ambas as partes e não alheia.

Vem hoje este post a propósito de algo que de quando em vez vemos na internet… Como esta frase que me fez parar para pensar:

“Morrendo de vontade de andar de mãos dadas de dia… 
e pés juntinhos pela noite!...”

Uma foto de mãos dadas foi já publicada neste blog, aqui. Hoje temos uma foto de pés juntos.

I miss the one that always comes to my mind when these kind of thinks wake my conscience.

Even if I won’t see her again, I will never, ever stop to worship the ground she walks on. Because I will always have too much alive in my visual memories these scenes I saw her walking on the wooden kitchen floor with her gracious bare feet.