terça-feira, 21 de julho de 2026

• Eu e mais eu

O meu cérebro está sempre a recordar-me que sou um velho. Mas ao mesmo tempo recusa-se a entregar-se à idade.

O meu coração por outro lado é mole como o dum adolescente. Mas também começa a ficar algo empedernido.

Por vezes há alguém que me questiona: o que eu procuro quando perco o meu tempo em redes sociais e online dating platforms ou app’s… Não gosto dessa pergunta mas ao mesmo tempo aprecio que a coloquem. Para me obrigar a reflectir.

Eu acho que procuro por alguém que se sinta tão sozinha e perdida neste mundo quanto eu me sinto. Para podermos juntar as nossas forças. Para sermos partners in crime. 

Sabem, caros leitores, tenho saudades de viver uma paixão ardente.

Tenho tendência para o coup de foudre, para o love at first sight.

No início deslumbro-me sempre com relativa facilidade e rapidez com muita nova alma com que me deparo.

Devia refrear-me mais. Sou demasiado ingénuo nos meus entusiasmos. Mas não logro corrigir esses meus insanos impulsos de teenager tardio.

Outro defeito que eu tenho é de ceder com facilidade ao ghosting ao fim de algum tempo.

Quem tiver a sorte - ou o azar - de ficar ao meu lado vai ter que suportar uma carga pesada de carinho e afeto que venho acumulando dentro de mim para entregar a alguém.

Digo isto e eu sei que tal pode assustar. As pessoas têm medo de amar e ser amadas.

Por outro lado, o certo é que eu não sei hoje em dia se eu serei algo bom para outrém. Porque estou numa situação social delicada.


Possuo alguns superpoderes, que são um conjunto de vários skills que creio ter em mim, enraizados como dons divinos: reflexologia, fotografia, escrita criativa, guia turístico, designer gráfico, AI content creator, etc..

Eu e outra alminha, nós iriamos darmo-nos bem se ela for uma enfermeira ou massagista ou alguém que tem prazer em cuidar dos outros e também deixar que cuidem dela. Por exemplo. Só por exemplo. Outras qualidades também poderão contribuir para forjar uma sólida amizade.

Os homens precisam das mulheres. Mas as mulheres não precisam dos homens. Eu escrevo isto aqui no meu blog para ver se alguém me lê e pode provar o contrário.

sábado, 11 de julho de 2026

• Still some more words of wisdom

Na senda de andar a brincar uma vez mais com a IA, hoje venho aqui mostrar uma citação de Ariano Suassuna, à qual eu coloquei uma voz com a valiosa ajuda do ElevenLabs.

A ver se eu lograrei tomar estas palavras sábias como mote para a minha própria vida fora do virtual...

segunda-feira, 1 de junho de 2026

• Words of great wisdom

O homem que plantou milho à beira da estrada…

- provérbio africano         

Isto é sabedoria ancestral e popular no seu melhor!…


Passei a adorar profundamente este provérbio. E o dito faz-me compreender finalmente algo que para mim era um mistério. Que era a razão pela qual os rapazes portugueses passaram a dada altura a usar amiúde um piropo com as raparigas giras. Que consistia em… 


“És boa cumó milho!…”.


Num lado mais pessoal eu tenho que reconhecer que andei quase sempre errado. A semear algumas “culturas agrícolas” muito propícias a despertar cobiça alheia. 


Mas também já terei sido milho-rei.  

quarta-feira, 27 de maio de 2026

• I miss this...

Almost eleven years are gone. After I took this photo. And I still miss this landscape. There’s nothing I can do about it. 

I wish I could become a digital nomad, in order to escape every now and then to walk on this wooden bridge. As I just did a few minutes ago on this other one, under my hometown scorching sun.

I was not conceived to bear this summer heat in my homeland. And it's not yet summer time...

But in the end this is not about summer heat. No.

domingo, 10 de maio de 2026

• Aporofobia

Tal como confessei no meu anterior post, a vida tem-me dado muita porrada. Na forma de altos e baixos com alguma frequência.

Eu sou um lobo solitário. Que não se importaria de quando em vez abandonar essa condição. Com uma companhia feminina. Ou até masculina, se for um gajo assim parvo como eu. Mas receio que não sou homem para ninguém. Eu sou pobre. Não tenho mais nada para dar aos outros do que o meu tempo e atenção.

Isto pode parecer vitimização mas para mim é só um assomo de pura honestidade. Eu nem sempre fui pobre mas neste momento sou. E porque sei que para qualquer senhora dita de bem a estabilidade financeira do homem é importante faço desde já esta declaração, que é para mais tarde não desiludir absolutamente ninguém.

E a modos que era só isto que me apraz dizer hoje. Ou talvez não...

Acrescentaria ainda que... Apesar da minha condição de pobretanas, estou a viver com um certo luxo. Vivo entre São Bento e Santos, dois bairros de Lisboa particularmente escolhidos por uma data de digital nomads. E enquanto eles andam na sua boa vida eu passo por eles nos seus cowork spaces e brunch cafés. E reconheço que também tenho uma rica vidinha.

Hoje, domingo, fui bem cedo até Belém, antes mesmo dos Pastéis do dito abrirem. E lá tive que cumprir o ritual de todo turista e morfei dois. Depois caminhei num passo lento até ao Museu da Electricidade e ao MAAT. Admirei umas casas antigas remodeladas na Rua da Junqueira. Bem assim como uma mansão em ruínas perto do Hospital Egas Moniz. Pelas 10 horas fui visitar o Museu do Aljube. Almocei um hamburger de carne wagyu no evento The Champions Burger na Doca da Marinha. Apanhei sol num banco ali junto ao Tejo, cujas águas estavam cheias de carneirinhos, está um dia ventoso. E agora estou aqui a escrever este post, para fazer tempo antes de regressar ao "meu" albergue.

Se calhar às tantas não teria ninguém que alinhasse comigo nestas minhas deambulações tão livres de stresses... E por isso é que estou só que nem um cão.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

• Terapias

🇵🇹 A vida tem-me dado muita porrada. E há quem diga que eu devia procurar ajuda dum psicólogo. Mas a terapia que eu preciso chama-se Cafuné. Abraço. Carinho. Dado e recebido.

🇬🇧 Anybody find meeeeeeeee...
Somebody to love.

domingo, 22 de março de 2026

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

• O ano do cavalo

Começaram ontem dia 17 de Fevereiro - coincidindo com a terça-feira gorda de Carnaval, por acaso - as celebrações do ano novo chinês (ou ano lunar). o ano do cavalo. E diz que vão durar até dia 3 de Março...

Aqui vai, como de costume nos meus blogs, um desfiar de imagens esteticamente interessantes alusivas a este evento.

E também algumas geradas com IA. Porque está na ordem do dia, porra!… Nem preciso dizer quais são estas últimas... Usei sobretudo sites gratuitos, logo a qualidade não é extraordinária.

Enfim, este ano não tive muito tempo para dedicar a este tema… Para se compreender este desabafo, é ler o post anterior a este. 




sábado, 24 de janeiro de 2026

• Oxalá não seja nada mesmo

Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada.
- Fernando Pessoa              

Por força das circunstâncias estou em Lisboa num hostel na rua Rodrigues Sampaio. A viver um filme de terror. Disse viver, não a ver. Agora deve estar no intervalo, porque por uns sete dias acho que vou ter alguma paz de espírito e tempo para mim mesmo.

Só neste breve encetamento do anno da graça de dois mil e vinte e seis já vivi num anexo na aldeia de Ponte do Rol, Torres Vedras; numa galeria de arte ao pé do estádio São Luís em Faro, num chalé em Bela Mandil, Olhão e num apartamento em São João do Estoril.

Na próxima terça-feira dia 27 talvez esteja numa quintinha emtre Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos.

Agora aqui no hostel baratinho estava a partilhar o quarto com um economista que já foi um assessor do Cavaco, trabalhou no SIS e viaja com frequência para os Estados Unidos e Irão. E entretanto juntou-se a nós mais uma senhora distinta, prof de finanças. Que entre outras escolas lecionou no ISCAL.Curiosamente são ambos de Aveiro. Não me sinto tão sozinho no meu relativo infortúnio.

Mas não deixo de me perguntar porque razões estas personagens vêm parar aqui a esta baiúca, que será decente mas bué low cost.

Estive a viver um ano inteiro em Ponte do Rol. Mas de repente a minha senhoria brasileira quis deixar de arrendar todas as suas casas. E encontrar alojamento hoje em dia é um inferno.

Quiçá daqui a uns dias para além dum tecto mais uma vez eu tenha também o carinho de que já vou carecendo.

Oxalá isto tudo não venha a ser nada mesmo.

sábado, 20 de dezembro de 2025

• Santa Claus & Ded Moroz

Eis aqui duas figuras lendárias ligadas a esta época do ano. Santa Claus e Ded Moroz. Antes supunha que o último poderia ter de alguma forma influenciado a nascença do outro. Mas não.

Há no entanto algo que têm em comum. Distribuem presentes. Santa Claus, ou em português Pai Natal, traz oferendas pele chaminé abaixo na noite de 24 para 25 de Dezembro em muitos países e Ded Moroz, mito do folclore eslavo, também mas no Ano Novo e não sei se chaminés são p’ráqui chamadas.

Resolvi tentar recriar com inteligência artificial estas duas figuras, e às tantas brincando de as transfigurar uma beka. É assim, estou a querer imiscuir-me entre os diversos artistas gráficos que hoje em dia usam esta ferramenta incrível. No meu caso com baby steps. Não disponho de muito tempo de qualidade para mergulhar a fundo nisto.

Deixo no entanto aqui um parecer quiçá ainda pouco fundamentado. É só um feeling. A China está a deixar para trás os Estados Unidos nesta área tecnológica também.

As duas imagens que aqui mostro foram objecto de praticamente a mesma prompt. A do topo num site chinês. a outra no ChatGPT. Recorri a outros sites como o Nano Banana, sem resultados de que me orgulhe o suficiente para aqui expôr. Agora digam da vossa justiça, caros raríssimos leitores…

Aqui vai a tal prompt:
Cria uma imagem com orientação landscape com dois personagens: Santa Claus e Ded Moroz lado a lado. Os personagens Santa Claus e Ded Moroz devem ser bem diferentes e representados no meio duma paisagem com neve, com uma floresta em fundo e em pleno dia. Os personagens Tanto Santa Claus como Ded Moroz devem ter um estilo steampunk, com bastante sofisticação e detalhes diferenciadores entre eles e de corpo inteiro. Santa Claus deve vestir o típico vermelho Coca-Cola e Ded Moroz o típico azul grandfather frost.
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Nota: uma vez mais friso, as imagens acima foram criadas com recurso a AI image generators. E tenho impressão que doravante isto vai ser uma common practice cá do rapaz.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

• Ráfálašvuohta*

Alguém escreveu um post numa rede social em que eu estou mais activo ultimamente em que exclamou isto; 

"A intimidade não-sexual é tão subestimada… O calor silencioso
do corpo dele(a) ao seu lado, a respiração lenta, os beijos preguiçosos, a segurança que dispensa palavras."

Apeteceu-me retorquir isto:

E aquela sensação que nos assalta de vez em quando e nos apercebemos que ele(a) está ali, tranquilo(a), lendo um livro. E respiramos fundo de felicidade. Ou quando ele(a) fica ali parado(a), quieto(a), só nos fitando em silêncio. E depois vem nos beijar ou nos abraçar de mansinho.

Cala-te, maldita memória!... Porque me fazes reviver algo que não tenho esperança que volte a acontecer
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* Ternura, na língua do povo sami, da Lapónia.

Nota: a imagem acima foi criada com recurso a IA.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

• Playing with AI

Eu nunca, jamais, em tempo algum hei-de pedir ao ChatGPT para me escrever um texto que eu venha a publicar nos meus blogs. Jamais!…

Contudo, no que disser respeito a imagens ou vídeos não vou doravante ter pejo em usar a IA, Inteligência Artificial. À uma, porque posso fazê-lo gratuitamente. Por outra, porque posso criar algo que nunca existiu, que ninguém me pode acusar de copiar, plagiar ou de não pagar direitos de autor.

O pequeno vídeo de 5 segundos apenas que acima mostro neste post foi concebido num site gratuitos com a função text-to-video a partir da descrição que citarei abaixo:

“Quero que cries um video com esta caracterização:
Luz de lusco-fusco de pôr do sol. Música de fundo: sinfonia de vento, ondas do mar e folhagens de bosques movidas pelo vento. Por vezes silêncio, quando a natureza se cala. A noite cai devagar, brilham as estrelas. Eclipse total lunar, e se vai anunciando uma tempestade: forte ventania e uma chuva torrencial, depois trovões antecedidos de relâmpagos que iluminam duas figuras masculinas encapuçadas, uma em frente à outra. Estão sentadas e cobertas por capas que lhes vão dos pés à cabeça, sendo branca a da figura à esquerda, e preta a da figura à direita. Os capuzes lhes escondem e ensombram os rostos do nariz para cima. Jogam xadrez num tabuleiro sobre um grande globo terrestre. A câmera que filma deve andar a rodar em torno dos dois personagens.”

Esqueci-me de definir a duração pretendida para o vídeo, este foi concebido por uma IA não atendendo com total precisão a todos os detalhes pedidos, mas…

O resultado final até que superou as minhas expectativas, tendo em conta que eu sou um rookie nestas andanças.
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Nota: btw, esta cena é o início dum filme de arte a realizar quiçá em breve, e o que se vê no vídeo é Deus e o tinhoso Satanás, esse grande mafarrico, a jogarem xadrez e deste modo a decidirem sobre os destinos do planeta Terra.