domingo, 17 de outubro de 2021

• Me, Myself & I, one more time

That’s me. No shit!… I most of the times think I’m a god. Or at the least, a member of some brotherhood of divinities. Despite really being an atheist, all the time.

But it’s a bit lonely at the top. In the last years I’ve been a lonesome wolf. Even before this damn pandemic.

I’ve been quite lucky, all during my life. I’ve met some divine people, quite like me. But lately I feel to be wasted. 

I’ve been saving a lot of love and affection, just to drop over someone that will dare to live by my side. Or even just someone who could enjoy spending time along with me, in pure and simple companionship.

Unfortunately, the one - or the ones - that I could gladly call my spouse are not near me. Still, it’s a great feeling just to know that she - or they - exist in this mad world.

There’s no one to “eat” me, even I feel myself to be a quite "delicious" guy, like a vitruviian pizza, as the one to the right. 

Meanwhile, I’m learning to enjoy living alone. And to love myself. Maybe this a phase needed to truly and completely start to love another soul once again.

Time will tell, they say... For now, I restarted to be able to do what I love. And this happened just yesterday, as I wrote in a post on another blog of mine, that can be read by clicking here.

sábado, 9 de outubro de 2021

• I also miss this stuff...

Nem só de beijinhos vive um homem. Ou uma mulher, já agora. Abraços também são fundamentais para manter aquela chama.

No último post antes deste mesmo falei da saudade que tenho de oscular. Hoje cabe a vez ao delicioso bear hug.

Já podemos abraçar de novo, não é?… Mas eu não tenho a quem mais quero abraçar perto de mim. E se não puder dar a volta a este status quo em breve, creio que vou desaprender. Praticar o desapego. Reaprender a ser sozinho.

Porque é possível ser feliz sozinho.

Durante muito tempo pensei que tal seria impossível. Mas todo este período de pandemia, em que estive em paz* comigo mesmo, conduziu-me a ver o oposto.

É muito difícil encontrar a nossa alma gêmea. E depois de a encontrar, ainda mais árdua é a tarefa de a conservar ou de nos conservarmos ao lado dela. Ao lado um do outro. 

Mas enquanto a coisa dura, é simplesmente maravilhoso quando duas pessoas alcançam esse patamar de cheirarem ambos ao mesmo odor.

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* Esse meu estado de espírito foi um pouco, ao de leve ou em parte exposto recentemente aqui.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

sábado, 28 de agosto de 2021

• I'm vaccinated

Sim, é oficial, estou
vacinado. Desde há dois dias atrás. E até agora ainda NÃO virei jacaré.

Estive quase para prescindir de tomar a vacina. Ou de ficar para último dos últimos. Isto por causa de várias e variadas peripécias vividas em mil tentativas de ser inoculado.

Bom, mas já tudo é passado. Até me sinto contente de me ter rendido a esse grande objectivo social e de ter feito a minha parte na tarefa de chegar à meta da imunidade de grupo.

Sou mais e assumir o papel de ovelha negra mas desta feita não fui teimoso. Não por muito tempo, enfim...

Já posso voltar a sonhar em viajar pelo mundo inteiro sem receios de riscos maiores de ser contaminado ou de vir a contaminar outros pobres seres humanos inocentes.

Mais que isso, já posso voltar a sonhar em abraçar pessoas!...

Só que quem eu mais quero abraçar está longe…

Então, deixo aqui um apelo ao universo, para que conspire em meu favor, uma vez mais. Para que me faça essa caridade de eu ter novamente os meios para poder voar.

Faz muito tempo que todas as minhas madrugadas parecem vãs. Faz muito tempo que eu não acordo ao lado de outro ser.

Bem sei que it’s lonely at the top, como se soe dizer em terras de sua majestade. E para quem se considera um deus, esta seria uma condição com que eu teria de aceitar e aprender a viver…

Mas por outra, de que serve ser um deus se não se pode espalhar bençãos e fazer felizes os outros com a nossa condição divina?...

sábado, 10 de julho de 2021

• Der menschliche Fuß

If it would be William Shakespeare to say this, it would sound like…

“The human foot is a masterpiece of engineering and a work of art “
 - Leonardo da Vinci

Ahora vamos a leer algo sobre el mismo tema, pero cambiando para la lengua de Cervantes

Tus pies

Cuando no puedo mirar tu cara
miro tus pies.

Tus pies de hueso arqueado,
tus pequeños pies duros.

Yo sé que te sostienen,
y que tu dulce peso
sobre ellos se levanta.

Tu cintura y tus pechos,
la duplicada púrpura de tus pezones,
la caja de tus ojos que recién han volado,
tu ancha boca de fruta,
tu cabellera roja,
pequeña torre mía.

Pero no amo tus pies
sino porque anduvieron
sobre la tierra y sobre
el viento y sobre el agua,
hasta que me encontraron.

 - Pablo Neruda

Caberia aqui passear um pouco na língua de Molière, prosseguindo no mesmo tema. Mas já o fiz recentemente, num post que pode ser consultado clicando aqui.

E já que me expresso desta feita no idioma de Camões, vou relembrar outro post bam mais antigo, que pode ser consultado clicando aqui, com um poema de Fernando Caldeira, esse ilustre desconhecido.

domingo, 4 de julho de 2021

• Homens vs Mulheres

Homens e mulheres terão quase sempre perspectivas diferentes* ou divergentes sobre todas as realidades e factos da vida… 

E é por isso mesmo que precisamos uns dos outros. Mas ainda assim creio que são mais os homens que precisam do sexo oposto para se reequilibrarem. E o inverso já não é tão verdadeiro.

Por vezes creio também que this is a man’s world só porque as mulheres assim o consentem.

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* Caberá aqui talvez recomendar a leitura dum livro que está na minha short list dos melhores que já li e que de algum modo moldaram a minha personalidade na fase inicial da pós-adolescência. Falo então de As Regras da Atracção, de Bret Easton Ellis.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

• I ❤️ sarcasm

I just love these quotes, full of sarcasm!…

But this one in particular prompted me to reflect on this: I doubt that anyone with a sane mind would ever use a taser on me when watching a sunset by my side.

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Tradução: Eu adoro estas citações plenas de sarcasmo!…

Mas esta em particular levou-me a reflectir sobre isto: duvido que alguém de mente sã viesse alguma vez a usar um taser em mim quando estivesse a assistir a um pôr do sol ao meu lado.

domingo, 27 de junho de 2021

• Mamihlapinatapai

Significado de Mamihlapinatapai*:

“Um olhar trocado entre duas pessoas no qual cada uma 
espera que a outra tome a iniciativa de algo que os dois desejam, 
mas nenhuma quer começar ou sugerir"

E tantas vezes nem é necessário haver um olhar. Basta tão-só haver um encontro de almas na escuridão do mundo virtual.

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* Mamihlapinatapai é um vocábulo da língua Yagan, idioma do povo do mesmo nome, nativo da Tierra del Fuego, Chile, América do Sul.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

• Wir alle brauchen…

Wir alle brauchen jemanden, der "uns ein wenig nach oben bringt" ...sogar von uns selbst.

So viel ist wahr. Die Frage ist… Habe ich die Fähigkeiten, dies bei jemand anderem zu verursachen?… Wird mich jemand, der bei Verstand ist, brauchen?…

Ich brauche sicherlich diesen besonderen Menschen. Aber ich fürchte, ich habe nicht die Mittel, um einen fairen Austausch mit ihr zu machen. Auf jeden Fall bin ich eher ein Nehmer als ein Geber.

Ich brauche jemanden, der sich um das große Kind kümmert, das ich immer noch bin.

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Translation: We all need someone who "takes us a little up and away" ...even from ourselves*.

This much is true. The question is… Do I have the skills to cause this on someone else?… Will anyone in his/her right mind need me?…

I surely need that special someone. But I’m afraid I don’t have the means to make a fair exchange with her. Definitely, I’m more of a taker than a giver.

I need someone to take care of the big child that I still am.

Yep, I started to learn how to speak german this week...

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* This is the translation of what’s written in italian on the picture above: 

Abbiamo tutti bisogno di qualcuno che “ci porti un po’ via”
…anche da noi stessi.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

quarta-feira, 12 de maio de 2021

• Rétif de La Bretonne

De seu nome completo Nicolas-Edme Restif* de La Bretonne, do qual sou um curioso admirador. Porque justamente julgo ser um retifista. Ou melhor, tenho a certeza de ter este fetiche. Talvez desde os meus precoces 10 aninhos.

Monsieur Rétif de La Bretonne foi esse ser que repentinamente rotulamos como um libertino. Contemporâneo do Marquis de Sade, os quais se detestavam mutuamente, para que conste.

Para um retifista, a pior invenção humana que obteve um sucesso desmesurado é esse tipo de calçado horripilante que recebeu a marca e a designação comumente generalizada de… Crocs

Achei imensa piada ao cartoon que publico no topo deste post, porque ilustra bem e reforça a minha repulsa a estes chanatos tão inestéticos.

Como grande contraponto, vou também mostrar aqui neste blog uma segunda vez esse género de calçado feminino que me tira do sério, sempre. Mules

Especialmente essas mules de trazer por casa, sobretudo de quarto ou alcova, conhecidas por Marabout Slippers. Ao estilo dos anos 50 do século passado. Usadas em lupanares pelas profissionais do entretenimento mais inteligentes e sabedoras do seu enpowerment.

Minhas caras senhoras, se vocês querem parecer ou ser sexy para valer, eu posso ser o vosso personal trainer and shopper. Believe me

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* Eu prefiro Rétif, daí estar assim no título deste post.

domingo, 25 de abril de 2021

• A abelha e a mosca

Pois!… É uma das mais vãs esperanças deste mundo, essa crença que as pessoas possam mudar.

As pessoas agarram-se às suas realidades, àquilo que conheceram durante uma vida inteira. Habituam-se à dor e não a querem largar, em troca da felicidade. Aceitam o que é costume e rejeitam a novidade.

Felizmente, eu não. Muito tenho eu mudado ao longo desta minha presente existência. Porque escuto as abelhas. Porque não sou cego ao que estas têm a mostrar-me.

Eu próprio creio que me tornei numa abelha. E terei muito a mostrar a outros seres. Mas talvez já esteja a ficar cansado de utopias. E já não quero mudar ninguém.

Estou-me a tornar num eremita militante. O confinamento a que esta pandemia nos força faz-me por vezes pensar que não precisamos de muita coisa. Não precisamos assim tanto de circensis e sim, mais de panem*.

Não precisamos assim tanto de ir ao cinema. Ou ao teatro. Ou ao football. Ou de jantares de grupo em restaurantes. Ou de ir a estabelecimentos de diversão nocturna. Ou de ir a eventos que atraiam multidões.

Aliás, olharemos doravante com algum nojo para multidões, digo eu...

Não precisamos assim tanto do convívio social. E não precisamos assim tanto até de redes sociais.

Não precisamos assim tanto de usá-las só para dizer quotidianamente um “Bom dia a todos!” no Twitter ou no Livro das Caras**. Ou para dizer que já vamos no quinto cafézinho hoje. Ou para relatar que fomos à casa de banho e que o número dois estava duro.

Ninguém quer saber das merdas do nosso dia-a-dia.

Era bom que tivéssemos todos essa grande sabedoria de só partilhar néctares***. E duma forma mais apurada e ajuizada ainda, apenas se víéssemos a descobrir montes de flores de rosmaninho.

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* Até muitos de nós começaram a fazê-lo em casa…

** Feicibuqui, para quem não caiu a ficha ainda...

*** Estou a desabafar isto aqui, mas sei bem que não vai adiantar nada…

domingo, 11 de abril de 2021

• I am the cure

I am the cure for all the pain you carry from your past.

But, beware!… Cos' afterwards this healing can also be fatal to you.

If your faith reveals to you that somehow I can be the one who knows best how to love you completely and by inability you will lose me next...

...No one else after me will be able to heal you from the pains that will come upon you.

The pain will then come to stay. Forever and ever.

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Tradução: Eu sou a cura para toda a dor que carregas do teu passado.

Mas, cuidado!… Porque depois este remédio também te pode ser fatal.

Se acaso a tua fé te revelar que eu possa afinal ser aquele que melhor sabe como amar a tua pessoa e por inabilidade a seguir me perderes...

...Ninguém mais depois de mim te poderá alguma vez curar das dores que descerão sobre ti.

A dor assim terá vindo para ficar. Para todo o sempre.

domingo, 4 de abril de 2021

• Happy Easter 2.0

O ano passado eu desejei uma "Feliz Páscoa" a toda a maltinha com uma graciosa imagem, que pode ser vista no seu respectivo post deste mesmo blog, clicando aqui

(Ou então, pronto, vou voltar a mostrá-la aqui do lado direito, só naquela de poupar-vos a maçada, ó meus leitores…)

Este ano eu apareci a terreiro desejando a mesmíssima cena com est'outra imagem acima, no topo deste post

E vamos a ver como vai ser no ano que vem... 

Até estou com uma certa cagunfa de imaginar o mui provável worst case cenario!…

Há um ano atrás, todos pensávamos que a pandemia ia ser uma moléstia bem mais passageira. Que chegando o verão, a coisa ia desaparecer de vez. E se não fosse o caso, em breve haveria de aparecer uma vacina, a solução final hitleriana para o “bicho”.

Pois a tal da porra da “bácina” chegou-nos perto do fim do ano. E foi então, mesmo depois do Natal, que tudo descambou na Tugalândia. Que conseguimos essa taça de ser o pior país do mundo* em termos de novos casos diários por 100.000 habitantes. 

Bom, o Natal lá se passou. Daqui a umas duas ou três semanas é que se irá descobrir o que a actual Páscoa nos terá custado. 

Já não digo nada…

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* Segundo o que rezam os números divulgados pelos media, de que eu duvido grandemente. Como foi possível passar dum extremo ao outro em tão curto espaço de tempo?…