domingo, 26 de fevereiro de 2023

• Travessia do deserto

Nunca mais acaba esta minha travessia do deserto, que se encetou no primeiro dia deste maldito ano…

E como estou num deserto, ninguém me ouve. Embora isto seja um texto que se encontra alojado no dito ciberespaço, na World Wide Web, onde todo um universo de indivíduos poderia esbarrar com este, o facto é que... No one cares.

Este post - ou mesmo este blog inteiro, bem como os outros dois da minha autoria - não é mais do que uma message in a bottle que vai boiando no meio dum imenso oceano.

E já agora, a estúpida guerra que se iniciou há um ano na Ucrânia também não tem um fim à vista. E isso é que ainda é mais chato do que a minha situação pessoal. Muito mais.

Tantas existências que estão ainda mais lixadas do que a minha... E eu p'ráqui a queixar-me...

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

• Eu, cuidador informal

No primeiro dia desta porra deste ano novo eu tinha uma missão como motorista de turismo. Que consistia em levar um grupo de quatro turistas yankees dum hotel em Lisboa para outro no Porto. Missão esta que não me apetecia lá muito cumprir. 

Algo ocorreu que me impediu de levar a cabo esta viagem que me consumiria largas horas do meu tempo.

E que me fez retornar - bem mais cedo do que previa - a outra missão, a de ser cuidador informal da minha progenitora*. À qual me vi coagido a me dedicar na prática quase em exclusivo até hoje, neste boring mês de Janeiro.

Ao fim de todos estes dias sinto-me resignado e tarimbado neste dever filial. Afinal, é coisa que pode vir a calhar a cada um de nós mortais, mais dia menos dia.

Cá me tenho desenrascado e nada mal, digo eu. Sin embargo, se pudesse contar com alguma ajuda de quem se quisesse voluntariar para ser não uma baby sitter mas antes uma elderly sitter por umas horitas... De modo a que eu pudesse desopilar de quando em vez…

Que eu hei-de retribuir esse favor de alguma maneira com alguns dos meus préstimos, virtudes e qualidades de excepção.

Alguém por aí, que esteja a ler estas linhas de texto toscas, que me faça esta caridade?…

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* Que é assim que eu designo a senhora minha mãe.

sábado, 31 de dezembro de 2022

• Felix Novus Annus 2023

Que este Ano Novo que aí vem seja o da paz na Ucrânia. E que o famoso Russian Bear deixe de ser urso!...

Que aqueles russos absurdos que apoiam esta guerra - que não são todos, felizmente - deixem de ser estúpidos e cobardes. 

Estúpidos porque os países ocidentais não são uma ameaça para eles. Pelo contrário, vinham sendo - ao longo das últimas décadas depois da queda do Muro de Berlin - cada vez mais e melhores parceiros económicos. E agora essas parcerias vão demorar muito tempo a serem reactadas.

Cobardes porque fazer uma guerra à distância lançando rockets, mísseis e drones sobre tudo e todos, sobre alvos indiscriminados, só porque se possui montes desses brinquedos... Isto demonstra valentia nula. Zero coragem. Cagunça a granel.

Vai ser difícil que David vença Golias uma vez mais. A não ser que este Golias moscovita caia por si mesmo de podre e caduco.

Tantas espécies em vias de extinção que há por aí… Oxalá que chegue a vez de todo e qualquer homo belicista vulgaris.

sábado, 29 de outubro de 2022

• A unicorn

That’s what I am. A beautiful unicorn. A lonesome one, too. And today it’s my solemn birthday.

I’m getting really old. And wasted by the years. 62 y.o.. Still full of tenderness and kindness to give to other souls, although. But without any target whatsoever to deliver them for real. In real life.

Maybe this is the way us unicorns have to deal with our destiny, I guess… And stay nevertheless happy and grateful to the universe.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

• Afectos

Há muita falta de afectos neste mundo. E talvez estejamos a nos habituar a viver sem esse bem.

Bem, falo por mim. Creio que me vou tornar num eremita um dia destes. E assim acabar esta actual existência terrena.

Mas de todo modo ainda não desisti de procurar quem me queira. De quem deseje a minha companhia e de usufruir do todo que tenho para dar ou aportar aos outros. Do meu saber acumulado. Do carinho que ainda for capaz de verter.

terça-feira, 31 de maio de 2022

• Admiração

Tenho que dizer isto, senão rebento….

Admiro muito o notório e extremo carinho e dedicação que o povo ucraniano tem para com os seus animais de estimação.


E estou com saudades de ter em casa e na vida um companheiro de quatro patas.

sábado, 2 de abril de 2022

• 40 turns around the Sun

This is me, above, when I was just a dumb dude of 21 years old…

…and this is me now, to the right, being an old bloke of 61 years old.

So, 40 years have passed between the moments these two photos were made.

I don’t feel to be that different inside my mind, after all this time. Sure, my body got older. But I’m still able to play tennis and provide a good challenge to any opponent of any age.

What will expect me in the next years? I believe I’ve always been a hedonist. I’ve already had my fair share of happiness.  Is it still worth waiting for something more?

I’ve practiced euthanasia to my dog. Because it was suffering from frequent pains and its life had no more quality, I thought. I’ve judged in its place for if it would be the right time to stop living.

The thing has affected me. I feel I should do the same for myself.

No, I’m not thinking of suicide. Quite the opposite. What I do have to think is on how to make the years ahead more interesting.

The thing is the universe isn’t helping these last two years…

First, a pandemic, then a war starting that can turn out to be the last one of the human civilisation. The one when we all be extinct, like the poor big reptiles, the dinosaurs.

Well, on what this bloody pandemic is concerned, it has fortunately brought us all a fashion accessory that some think made us look prettier. I can agree on that thought... 

I will pursue wearing surgical masks, for a long time.

And for the war, it might has ruined my plans about the trip of my dreams. And that is to enjoy travelling one day in the TransSiberian Express train, from Saint Petersburg to Vladivostok. For obvious and recent reasons. Slava Ukraini!...

When I was in my fifties, the decade was worth being lived just because of a short period of a little more than a month of pure and intense happiness. Which was provided to me by another soul.

This decade of my sixties hasn’t started so fine. But then again the previous one neither.

Happiness doesn’t last long. In fact, it always too ephemeral. But when it happens, it’s a lot worth the waiting, Damn!…

So, I’ll wait. Sitting on a stone, like that famous Rodin statue, if that’s the price to pay for it.

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If anyone reading these lines can get curious on how it all has begun, just click here.

domingo, 27 de março de 2022

• O meu Niniu

Nas palavras da minha filhota, escritas na passada quinta-feira e que reproduzo em baixo, poderemos perceber o que aconteceu…

“Rija e guerreira como só uma rafeira sabe ser.
No passado dia 06 de janeiro fez ela 18 anos...
E hoje tiveram, os humanos e a sua ciência, de a mandar embora, que ela não queria ir nem por nada!
Descansa em paz, melhor amiga, para sempre ❤️.”

Era uma cadela. Uma fêmea. Baptizámo-la de Nina. Mas sempre a tratámos como se um exemplar macho fosse. Por Niniu. Foi sempre um(a) companheiro(a) enorme. E eu fui adiando durante muito tempo o que se tornou há uns dias atrás não mais inadiável de todo. Uma ida ao veterinário. 

E tive de decidir por ela se era a hora ou não de abreviar a sua vida. A sua vida… e a sua dor.

Nessa mesma noite lá escolhi o seu humilde e rústico mausoléu. Onde tantas vezes passeámos, longe de todos e do mundo inteiro. Só eu e o meu Niniu.

E onde hei-de ir visitá-lo(a) de vez em quando. Porque o Niniu nunca partiu. Só está a descansar. E há-de reencarnar um dia.