sábado, 24 de maio de 2025

• Whatever...

If they say so… But even if it was not, I think if a man truly loves his other half he should be doing everything he can for her that she will be demanding from him. And worship in her all women in this planet.

sábado, 26 de abril de 2025

• Torres Vedras

Estou a colocar alguma distância entre mim e a área metropolitana de Lisboa. Já vivi na capital até aos meus 8 anos e sempre lá estudei no ensino secundário e na universidade. Grande parte da minha vida foi gasta nos arrabaldes, no concelho de Odivelas. Ainda vivi quase um ano inteiro em Loures. Mas agora...

Em Janeiro deste ano mudei-me para o Oeste, para a região de Torres Vedras. Em boa hora.

Passo os meus tempos livres entre esta cidade e a praia de Santa Cruz. Habitando a meio caminho entre ambas, na pacata aldeia de Ponte do Rol, ou em inglês, Bucket List Bridge.

Estas terras por onde se vislumbram vinhedos a perder de vista, parecendo que isto é uma zona de monocultura, ainda escondem muitos segredos e hidden gems.

Não compreendo por exemplo porque um lugar como o Castro do Zambujal não é mais conhecido de todos nós, portugueses.

Não compreendo porque a Rota Histórica das Linhas de Torres parece despertar mais interesse em forasteiros, sobretudo entre os britânicos, do que em nós, portugueses.

E a tranquilidade que aqui se vive… E a qualidade de vida que exala dos povoados daqui…

Oxalá os nacionais não descubram tão cedo como é bom habitar neste cantinho.

quarta-feira, 26 de março de 2025

• Until

Eu diria que bastaria viajar com outra pessoa e já não seria necessário também viver com ela. Mas de facto há alguns factores que se jogam enquanto somos nómadas que não são os mesmos enquanto somos sedentários. Enquanto viajamos não temos que cuidar duma casa que é o nosso ninho de amor. Só cuidamos de nós mesmos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

• Ponte do Rol

O destino fez com que eu viesse bater com os cotos a esta terra. À aldeia de Ponte do Rol. Sede da freguesia com o mesmo nome, no concelho de Torres Vedras.

A priori tinha outros planos. De vir viver mais perto do mar, em Santa Cruz. Mas aqui creio que também não estarei mal de todo. E que até terei chances de vir a ser feliz por cá.

Com alguma probabilidade esta minha actual existência vai doravante fazer de mim um saltimbanco. Alia jacta est.

sábado, 11 de janeiro de 2025

• O meu superpoder

Ultimamente tenho andado a perder tempo no Threads. Nessa relativamente recente rede social, que está intimamente ligada ao Instagram. E ontem li um post que não queria ter lido…

Uma senhora partilhou com a web inteira que na sua passagem de ano, há uns dias atrás, vestiu-se de várias camadas de roupa - que nem uma cebola, nas suas palavras - e subiu a um ponto alto para observar os fogos de artifício à meia-noite.

Até aqui tudo bem. Mas no seguimento da sua curiosa história ela confessa que naqueles momentos chorou.

Tudo nos leva a julgar que chorou porque estaria sozinha. E eu apetece-me chorar porque ela chorou.

Talvez também chorasse porque estaria mentalmente a fazer um balanço do ano que findava. As nossas vidas passam muito depressa, um ano mal debuta e de repente vemo-lo a encerrar-se. E nós temos a sensação por vezes que desperdiçamo-lo totalmente. 

Imagino o número de pessoas sós como ela que também terão chorado naquela ocasião por este mundo inteiro.

Ocorre-me pensar ao de leve e pateticamente por esta altura do campeonato que quiçá eu detenha um mui ilustre superpoder: o de fazer com que as pessoas parem de chorar.

Mas não o exerço. Porque as pessoas não me conhecem. A minha fama não me precede. Aliás, não há fama nenhuma. Sou um deus no maior anonimato.

E há tanta alma porventura lindíssima, como a da senhora que relato, que poderia usufruir do meu superpoder… Mas eu não chego a essas carências de receber. E nem logro aplacar a minha carência de me dar.

Bom, eu e o meu superpoder, creio que estamos destinados a ser duma só alma lindíssima. Que eu até suspeito quem seja. Mas se o fosse de toda a humanidade?… Porque não, caramba?… Que mal haveria nisso?...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

• Estranha forma de vida

É isto mesmo, é uma estranha forma de vida esta minha… Eu devo ser mesmo de outro planeta. Sou mesmo muito diferente do comum dos mortais. De tal modo que será muito difícil comungar com outro qualquer ser humano. Vou ser para sempre um eremita.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

• Como o vinho do Porto

Hoje estava segurando a minha netinha no colo quando  de repente olhei quase de soslaio para um espelho que reflectia a nossa imagem de ambos e bolas...

Caramba, eu enquanto avôzinho sou um pão!!!…

Sou um gajo velho mas cada vez mais as good as corn. I’m sexy and I know it. Damn well.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

• Mais um aniversário

E eis que cheguei hoje com serenidade ao meu sexagésimo quarto aniversário. O primeiro em que o celebro sendo um avôzinho. E como órfão de pai e mãe. Mas ainda feliz da vida e agradecendo bençãos recebidas pelo universo, que prosegue conspirando em meu favor.

A ver até quando... I'm doing the right thing, ain't I?...

domingo, 29 de setembro de 2024

• Impressionado

No último post deste blog, o do passado mês, escrevi o meu epitáfio. Este mês de Setembro declaro-me impressionado com o percurso da minha actual existência terrena.

Não de facto que eu ainda esteja vivinho da costa. Não passei por nenhum conflito ou guerra. Ou andei na pesca do bacalhau na Terra Nova. Mas antes porque julgo conservar uma sanidade mental que terá resistido a duras provas.

E sinto-me hoje em dia com um bom estado de espírito, tal qual como eu refiro assim, num outro dos meus blogs

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

• My epitaph

Ontem escrevi o meu epitáfio. E creio que ficou de morrer a rir…

My epitaph

I think it's gonna rain the day I die
Let no one to cry, I don’t see why
But if it’s the sky to do it, that’s fine
Put people to read this poem of mine

Before passing away one of my last deeds
Will be to fill my pockets with some seeds
If you wonder why about the way I behave
It’s to allow sunflowers to grow on my grave

And don’t dare to say of me you had enough
Coz’ I’ll be back again one day to piss you off!…

Isto foi no âmbito dum cursinho online de escrita criativa. E o mote foi o tema “Rain when I die”, dos Alice in Chains. Que não é bem a minha praia, em termos de género musical, diga-se com toda a franqueza e en passant

E eu juro que não bebi nada!… Mas acho que um demónio qualquer baixou em mim durante a tarde. E me foi dando as rimas mais curiosas, a pouco e pouco mas em catadupa, para se encaixarem na perfeição para aquilo que eu queria expressar.

terça-feira, 30 de julho de 2024

• The unbearable lightness of being

Tenho este livro de Milan Kundera para ler faz anos. Não sei ainda em que consiste a trama desta novela. Mas o seu título adequa-se ao meu actual estado de espírito.

Sinto-me leve. Como uma pena. Sem grandes angústias a atormentar-me a alma. Deixando-me levar ao sabor do vento. Uma fase muito tranquila da minha presente existência. Tão calma que nem me tem despertado ânimo para escrever*.

Contudo, há que não adormecer devido ao marasmo. Tenho ainda que garantir a preservação dos meus livros, dos quais me encontro separado. E que cumprir uma promessa que a mim e a outro ser fiz há cerca de quatro anos atrás, bem no começo da maldita pandemia. E poder ver crescer o sangue do meu sangue.

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* E veja-se que vou em breve começar a frequentar uma formação online sobre Escrita Criativa. Para perceber o que me falta.

Para escutar a banda sonora original (ost) deste post, clicar aqui.