Eu sou um lobo solitário. Que não se importaria de quando em vez abandonar essa condição. Com uma companhia feminina. Ou até masculina, se for um gajo assim parvo como eu. Mas receio que não sou homem para ninguém. Eu sou pobre. Não tenho mais nada para dar aos outros do que o meu tempo e atenção.
domingo, 10 de maio de 2026
• Aporofobia
Tal como confessei no meu anterior post, a vida tem-me dado muita porrada. Na forma de altos e baixos com alguma frequência.
Isto pode parecer vitimização mas para mim é só um assomo de pura honestidade. Eu nem sempre fui pobre mas neste momento sou. E porque sei que para qualquer senhora dita de bem a estabilidade financeira do homem é importante faço desde já esta declaração, que é para mais tarde não desiludir absolutamente ninguém.
E a modos que era só isto que me apraz dizer hoje. Ou talvez não...
Acrescentaria ainda que... Apesar da minha condição de pobretanas, estou a viver com um certo luxo. Vivo entre São Bento e Santos, dois bairros de Lisboa particularmente escolhidos por uma data de digital nomads. E enquanto eles andam na sua boa vida eu passo por eles nos seus cowork spaces e brunch cafés. E reconheço que também tenho uma rica vidinha.
Hoje, domingo, fui bem cedo até Belém, antes mesmo dos Pastéis do dito abrirem. E lá tive que cumprir o ritual de todo turista e morfei dois. Depois caminhei num passo lento até ao Museu da Electricidade e ao MAAT. Admirei umas casas antigas remodeladas na Rua da Junqueira. Bem assim como uma mansão em ruínas perto do Hospital Egas Moniz. Pelas 10 horas fui visitar o Museu do Aljube. Almocei um hamburger de carne wagyu no evento The Champions Burger na Doca da Marinha. Apanhei sol num banco ali junto ao Tejo, cujas águas estavam cheias de carneirinhos, está um dia ventoso. E agora estou aqui a escrever este post, para fazer tempo antes de regressar ao "meu" albergue.
Se calhar às tantas não teria ninguém que alinhasse comigo nestas minhas deambulações tão livres de stresses... E por isso é que estou só que nem um cão.
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