sexta-feira, 8 de março de 2024

• De luto

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. E faz hoje uma semana que a mulher que me deu a vida findou a sua.

Recordo-a nesta foto que se vê acima. Do seu casamento com meu pai. Uns dois anos antes de eu nascer.

É assim que a recordarei para todo o sempre. Como a mulher simples, bondosa e generosa que foi. Aliás, a generosidade será mesmo a característica que melhor a define.

Para as suas colegas de emprego era "a mulher da fava rica". Aquela que trazia uns bolinhos para todas à hora que pegava no batente.

Nesta foto está também uma dama de honor, uma prima minha, mais velha do que eu, como é lógico. Prima essa que à beira do caixão descendo à terra teve o impulso de me dar um abraço emocionado, como se em mim abraçasse também a sua falecida tia.

Já era esperado que minha mãe partisse, mais tarde ou mais cedo. Mas nunca nada, nada mesmo, nos prepara para uma partida como esta.

E no entanto, a vida até me proporcionou um ensaio para este momento de dor. Que já descrevi num post de outro dos meus blogs. Esse post pode ser consultado clicando aqui.

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Nota: a imagem alusiva ao Dia Internacional da Mulher em mandarim é toda uma outra private story que talvez um dia relate. Há no entanto uma alma neste mundo que compreenderá de imediato a dita alusão.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

• O valor do silêncio

Eu creio já ter chegado a essa última fase, a da valorização do silêncio em detrimento do ruído desnecessário. 

Mas a minha neta ainda nem pronunciou a sua primeira palavra. Quando ela puder compreender esta citação de Hemingway eu irei mostrá-la, para que ela não tenha - como eu tive - que esperar tantos anos até atingir esta sabedoria.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

• O casal perfeito

Talvez eu já tenha estado - ao longo da minha não curta actual existência - inserido num casal perfeito… Ou pelo menos, sem falsas modéstias, creio ser um conceito que venho dominando. Agora só faltará a parceira que comigo possa comprovar na prática a teoria adquirida de vários anos na busca da perfeita harmonia conjugal.

domingo, 17 de dezembro de 2023

• Tyttärentytär*

It’s a weird feeling. When one feels to be finally truly old but awfully happy at the same time.
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* A granddaughter, in finnish. Such a strange language, this one…

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

• Vanaisa*

It’s official, she’s born, my first grandaughter. Yesterday. And I have seen her already, on the first day of her life, at the Hospital CUF Descobertas, in Lisbon, Portugal.

So, I’m also officially a grandfather. I think I should buy this book, with its cover shown above.

My daughter always told me I was a special kind of father: the father-clown. Perhaps I have been fairly good in that mission, to make my little girl laugh. I just hope not to have been lost any of those skills with this new born baby girl.

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* Grandfather, in estonian.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

• Oi, tudo bem?…

Detesto receber esta pergunta, mesmo que saiba que é apenas uma pergunta de retórica e bastante enraizada sobretudo nos costumes do povo da Pindorama.

O que responder quando confrontados com esta forma de debute de diálogo?… Ocorreu-me passar a contestar desta maneira doravante:

“Minha filha, o único lugar onde está tudo bem é no Céu. Desde a expulsão de Adão e Eva do paraíso que aqui na Terra nunca está tudo bem. Então a única resposta que a sua pergunta pode ter é um não. A não ser que com a sua pergunta o que você quer realmente saber é se eu já estou no Céu, junto de São Pedro. Não creio que venha a merecer esse destino eterno quando um dia partir dessa Terra.”
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Nota: é já a segunda vez que abordo esta temática. A primeira neste blog pode ser lida clicando aqui. Num outro blog também dissertei uma beka sobre o assunto, neste post que pode ser lido clicando aqui.

domingo, 29 de outubro de 2023

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

• Me and you, in a couple of years ahead

Há quem diga que esta imagem acima é bem forte. E há quem veja nesta uma certa melancolia no ar. Eu vejo um casal de velhinhos* que não deixam morrer a criança dentro de cada um deles.

E vocês, caros leitores deste blog?… O que viram assim de sopetão mal puseram os olhos nesta imagem?… Partilhem a vossa particular visão nos comentários, por favor. 

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* Casalinho que bem poderá ser eu e você um dia, seja lá onde você esteja neste momento. Se você também nutre a sua inner child, tal como o rapaz aqui.

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

• Enigmático

Acima temos uma capa recente duma revista dinamarquesa de arquitectura, a RUM. Com uma foto duma cena à beira-mar, numa bonita praia. Que eu julgo conhecer onde é.

Talvez este elefante-escorrega não seja único. Talvez exista um outro, pelo menos, nalguma praia na Dinamarca. Porque aquele que eu conheço não é lá. É numa cidade que ainda quero visitar um dia.

E quem sabe, fico lá a viver para todo o sempre.

terça-feira, 18 de julho de 2023

• I'm a loser

No final do romance “Os Maias”, de Eça de Queirós, o alter ego deste autor, João da Ega, diz para o seu amigo Carlos Eduardo da Maia isto:

“Falhámos a vida, menino!…”

Esta tirada sempre me impressionou. Resumir duas existências ainda tão frescas a dois rotundos falhanços parece-me um enorme exagero. Mas era esse o sentimento com que o autor queria encerrar o romance. A modos que concluindo que falhar uma vida é muito fácil, se não estamos atentos.

Vou ser honesto comigo mesmo, em primeiro lugar. Eu também me sinto um falhado. E numa idade bem mais tardia. Não tenho outros bens senão uma vasta biblioteca. Não tenho casa nem carro próprios. E corro o risco de me tornar homeless

Então se alguém fizer a fineza de me adoptar, assim como quem vai a um canil adoptar um cão velho que já ninguém quer, desta maneira vai estar a resgatar-me duma vida de falhanços. 

Mas apesar de tudo eu creio ter vários skills que poderiam ser bem aproveitados. E o conjunto desses vários skills que tenho são: reiki, reflexologia, escrita criativa, fotografia, recepção e gestão hoteleira, guia turístico, design gráfico, etc..

Além de ser um falhado, para cúmulo na actual conjuntura também me encontro enfermo. E por isso idealmente quem eu mais almejaria que me adoptasse seria uma enfermeira* ou massagista ou alguém que tem prazer em cuidar dos outros e que também deixe que cuidem de si. Ou então que fosse uma bookworm.

Bom, mas afinal, a quem é que eu posso ser útil ainda? Ou por outra, de que modos é que eu posso acrescentar valor a outrém?…

Meu ideal de companheira mulher, se tu sequer existes, no espaço deste mundo inteiro e no tempo actual em que ambos estamos vivendo, tu vais me querer a teu lado…

  • Se queres saber como é ser amada por um deus** vivo.
  • Se me podes fazer a caridade de deixares que te ame.
  • Se precisas de ajuda para tratar dos animais e das plantações da tua quinta.
  • Se és dona dum pequeno hotel rural ou de charme.
  • Se te der jeito ter um guia turístico sempre à mão.
  • Se queres que escreva a tua biografia.
  • Se queres ter um bom book fotográfico, para guardar para a posteridade a tua beleza exterior, para além da interior.
  • Se tiveres alguma missão para mim.
  • Se te der jeito um cúmplice para tudo e mais alguma coisa.

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* Nobre profissão, que eu admiro cada vez mais.


** Sim, é verdade, nem os deuses estão isentos de falhar. E podem sempre puxar pelo seu brio, ignorando intencionalmente as residuais probabilidades de não ter sucesso nos seus actos.

quinta-feira, 29 de junho de 2023