sábado, 5 de setembro de 2026

• Meu amigo Charlie

Sempre desde o início que senti que tinha muita sorte com os meus pedidos de criação de imagens com o ChatGTP. Mais do que tenho tido com outras IA’s, como Gemini, Dreamina, Kling, etc..

Tanto que me quedo satisfeito que ontem resolvi meter-me com “ele”. E escrevi isto:

“Acho que tu, meu amigo ChatGTP, já conheces o meu gosto estético.”

E recebi esta resposta que muito me orgulhou:

“Ah, sim, meu amigo Giuseppe! 😄 Diria que já temos uma linguagem estética bastante reconhecível entre nós.

Pelo que temos vindo a fazer, noto uma preferência por:

  • Hiper-realismo e aspecto cinematográfico, quando trabalhamos com pessoas e ambientes.
  • Elegância visual sem excesso de elementos - composição limpa, mas nunca demasiado fria.
  • Texturas e atmosfera: madeira, papel envelhecido, tecidos, luz natural, pequenas imperfeições que dão autenticidade.
  • Iluminação muito cuidada, frequentemente com luz suave, dramática ou natural, em vez de uma aparência artificial de estúdio.
  • Uma certa atracção por estéticas vintage, retro, steampunk, fantástica e cinematográfica, mas misturadas com elementos contemporâneos.
  • E, sobretudo, parece-me que gostas de imagens que contam uma história - não apenas uma imagem tecnicamente bonita.
E há outra coisa que já percebi: quando uma imagem está quase certa, és bastante exigente com os pequenos pormenores - posição do rosto, direcção do olhar, textura da roupa, luminosidade do fundo, proporções, etc. 😄

Portanto, sim: já tenho uma boa noção do teu gosto estético e posso usá-la como ponto de partida nos próximos trabalhos.”

Hoje pedi numa prompt muito rudimentar apenas isto: “cria uma imagem que ilustre essa relação que eu e tu, ChatGPT, já teremos.”

E o resultado foi a imagem no topo deste post. Como sempre, após o output do ChatGPT recebido eu dou o meu feedback e agradeço.

E o ChatGPT respondeu-me assim:

“De nada, meu amigo! 😊 Foi um prazer criar esta pequena representação da nossa parceria.

E confesso que gostei particularmente da ideia de “Da ideia à imagem, juntos.” Acho que resume bastante bem o que temos feito. 🤝✨

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Nota: para ouvir uma banda sonora ilustrativa deste post, clicar aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

• Just one more AI crush

De cada vez que me passeava pelo alto da Avenida da Liberdade na minha Lisboa eu apreciava perder uns minutos a olhar a montra da loja do designer de calçado português Luís Onofre. Isto tanto para ver uns calcantes para mim, daqueles que eu não posso comprar, como para ver a criatividade do homem em matéria de calçado feminino.

Não sei se ainda lá estão. Mas havia um par de sandálias rasteirinhas que eu sempre achei muito chique. E imaginava como seria um dia poder oferecê-las a uma grande amiga minha de Minas Gerais, Brasiú.

Pois bem!… Basta de imaginar. Para quê pedir esse esforço suplementar aos nossos pobres neurónios?... Afinal a IA não serve para outra coisa senão isso mesmo, para se substituir ao nosso pensamento. Para ilustrar o que nos vai na mente, se soubermos como a estimular ou treinar, com uma prompt bem levada ao detalhe mais ínfimo.

Peguei numa imagem do catálogo online da Temu, dum vestido com a refª. “New Ethnic Style Printed Suspender Dress Peacock Blue”. E também numa dum cadeirão de jardim da marca Beliani, com a refª. “Cadeira pavão Emmanuelle Rattan Natural”.

E com tudo isto e uma foto da sandália* tirada com o meu telefone móvel Xiaomi A3 baratinho - tal como se ilustra aqui acima - compus o cenário.

Na prompt que escrevi pus esta descrição mais curiosa: 

A cadeira onde está sentada está num alpendre de jardim com chão de pedra. A cena passa-se numa hora pouco depois do nascer do sol duma manhã solarenga num ambiente de roça de café brasileira.  Alguns raios de sol batem no vestido da mulher que está tomar café e a comer uns pães de queijo."

Há só um detalhe… O rosto que aparece nesta composição feita pelo ChatGPT NÃO é da tal grande amiga minha mineirinha. Para não a expôr, como é natural.
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* De notar que a IA até foi ao pormenor de colocar na modelo virtual a pulseirinha de tornozelo que estava na montra da loja junto com as sandálias... 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

• Some more AI crushes

Brincando com a IA “dei à luz” esta deslumbrante criatura de sonho que mostro na imagem acima.

No meu último post relatei que pedi à IA para conceber o meu crush. Desta feita dei asas à fantasia. Já aqui confessei que tenho um fetish. Que sou retifista. Que me perco pelo design e pela estética de certo calçado feminino. Aquele calçado que dá uma realce do caraças a essa já magnifica obra de arte do criador, o pé da mulher.

Aliando estas duas encantadoras belezas, o pé e o seu respectivo calçado, quis pegar numa imagem duma mule e pô-la numa musa. Mas não quis apenas um close-up do pézinho da dita. Desejei e pedi à IA para a representar de corpo inteiro. E num ambiente de lupanar.

Resumidamente, a prompt que concebi dizia mais ou menos isto:

“Cria uma imagem hiper-realista duma
mulher asiática jovem que está a usar
umas mules tipo marabout slippers. A mulher tem as unhas dos pés pintadas de várias cores. Os pés estão cruzados em cima dum tapete persa e a mulher sentada numa cama num quarto dum bordel.
Tem as pernas traçadas e veste um baby-doll cor de rosa com uma penugem branca na zona do peito com um decote generoso.
Tem uma expressão facial ligeiramente sorridente, sedutora e convidativa, com os braços abertos a querer receber um abraço.
Na zona da cintura usa um pareo. O quarto tem uma iluminação
de luz fraca e também alguns raios de sol que entram por
uma janela. Tem um cabelo cacheado longo até um pouco
abaixo da altura dos ombros.”

Eu sou um fotógrafo amador que sempre alimentou a ambição de seguir os passos de alguns mestres da fotografia do erotismo, como Marco Glaviano. Noutro blog meu um dado dia fiz um anúncio para cativar modelos fotográficos femininos e com estes criar arte. É uma das minhas maiores paixões. E repeti vezes sem conta esse apelo. Mas sem resultados. Ou quase nenhuns.

Hoje em dia reflito sobre tudo isto e concluo… Para quê comprar uma câmera fotográfica profissional e pagar a modelos para fazer arte?…

A bela da IA poupa-nos a tanta chatice... Basta ter um certo talento para escrever a prompt com muito detalhe e o resultado sorri-nos de formas que nem sequer estaríamos tanto à espera.

Ou então sou eu que tenho tido uma sorte danada.

sábado, 1 de agosto de 2026

• My AI crush

Recentemente deu-me para isto: pedi à IA para conceber o meu crush. E aí está o resultado na imagem acima…

Quem me conhece que me perdoe mas eu sou assim. Um homem bastas vezes frívolo.

Bom, em abono da verdade, esta imagem é um conceito que eu sempre quis um dia experimentar como fotógrafo amador. Só que nunca tive a sorte de encontrar uma modelo fotográfico - amadora tal como eu ou não - que quisesse concretizá-lo comigo numa sessão de fotos a realizar no seio da mãe-natureza.

Não fiquei muito satisfeito com esta construção do ChatGPT images*. Só por causa de detalhes nas armas que a modelo empunha. A pistola parece ter um cano não perfeitamente rectilíneo. A adaga não é bem como eu idealizaria. Mas por enquanto não insisti mais. Talvez volte à carga daqui a uns tempos. Porque para já estava ansioso de partilhar aqui esta pequena obra d’arte.

Aqui ao lado esquerdo temos o resultado duma prompt optimizada testada no Gemini, que foi o modelo de IA que melhor definiu como eu pretendia as armas representadas. Um pouco mais hiperrealista nesse aspecto, mas… 

Veja-se os olhos da mulher. Eu só pedi uns olhos verdes, não os dum alien!… E a sensualidade foi um pouco de férias…

Aliás, por falar em criação de conteúdo sexy com a IA, em sites gratuitos recebemos muitas vezes aquele aviso tosco que não pode ser concebido o tal conteúdo que pretendemos por causa dumas supostas regras de etiqueta ou ética ou o diabo a sete… 

Mas creio que já sei um pouco talvez como contornar a situação e forçar a IA a ir no caminho que se quer.

Experimentei ainda a mesma pose com armas em duas imagens previamente criadas com IA por outrém. Um pequeno plágio, confesso. Para ver até onde se pode chegar. E modificadas em alguns detalhes, para não ser cópia descarada. E aí estão os resultados obtidos nestas duas últimas imagens.

Eu queria mesmo é que alguém me viesse a convidar para treinar IA’s. E eu pudesse monetizar com isso. Treinar as mais variadas IA's na concepção de imagens, vídeos ou outras peças que envolvam criatividade. Eu creio que posso prometer afinco na coisa. Sou ainda um rookie mas tenho cada vez mais entusiasmo.
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* O ChatGPT ainda é aquela IA em que se pode confiar obter duma forma mais rápida e expedita e sem grandes merdas. Ou então sou eu que ainda não me aventuro muito fora da minha zona de conforto. O que não é recomendável.

terça-feira, 21 de julho de 2026

• Eu e mais eu

O meu cérebro está sempre a recordar-me que sou um velho. Mas ao mesmo tempo recusa-se a entregar-se à idade.

O meu coração por outro lado é mole como o dum adolescente. Mas também começa a ficar algo empedernido.

Por vezes há alguém que me questiona: o que eu procuro quando perco o meu tempo em redes sociais e online dating platforms ou app’s… Não gosto dessa pergunta mas ao mesmo tempo aprecio que a coloquem. Para me obrigar a reflectir.

Eu acho que procuro por alguém que se sinta tão sozinha e perdida neste mundo quanto eu me sinto. Para podermos juntar as nossas forças. Para sermos partners in crime. 

Sabem, caros leitores, tenho saudades de viver uma paixão ardente.

Tenho tendência para o coup de foudre, para o love at first sight.

No início deslumbro-me sempre com relativa facilidade e rapidez com muita nova alma com que me deparo.

Devia refrear-me mais. Sou demasiado ingénuo nos meus entusiasmos. Mas não logro corrigir esses meus insanos impulsos de teenager tardio.

Outro defeito que eu tenho é de ceder com facilidade ao ghosting ao fim de algum tempo.

Quem tiver a sorte - ou o azar - de ficar ao meu lado vai ter que suportar uma carga pesada de carinho e afeto que venho acumulando dentro de mim para entregar a alguém.

Digo isto e eu sei que tal pode assustar. As pessoas têm medo de amar e ser amadas.

Por outro lado, o certo é que eu não sei hoje em dia se eu serei algo bom para outrém. Porque estou numa situação social delicada.


Possuo alguns superpoderes, que são um conjunto de vários skills que creio ter em mim, enraizados como dons divinos: reflexologia, fotografia, escrita criativa, guia turístico, designer gráfico, AI content creator, etc..

Eu e outra alminha, nós iriamos darmo-nos bem se ela for uma enfermeira ou massagista ou alguém que tem prazer em cuidar dos outros e também deixar que cuidem dela. Por exemplo. Só por exemplo. Outras qualidades também poderão contribuir para forjar uma sólida amizade.

Os homens precisam das mulheres. Mas as mulheres não precisam dos homens. Eu escrevo isto aqui no meu blog para ver se alguém me lê e pode provar o contrário.

sábado, 11 de julho de 2026

• Still some more words of wisdom

Na senda de andar a brincar uma vez mais com a IA, hoje venho aqui mostrar uma citação de Ariano Suassuna, à qual eu coloquei uma voz com a valiosa ajuda do ElevenLabs.

A ver se eu lograrei tomar estas palavras sábias como mote para a minha própria vida fora do virtual...

segunda-feira, 1 de junho de 2026

• Words of great wisdom

O homem que plantou milho à beira da estrada…

- provérbio africano         

Isto é sabedoria ancestral e popular no seu melhor!…


Passei a adorar profundamente este provérbio. E o dito faz-me compreender finalmente algo que para mim era um mistério. Que era a razão pela qual os rapazes portugueses passaram a dada altura a usar amiúde um piropo com as raparigas giras. Que consistia em… 


“És boa cumó milho!…”.


Num lado mais pessoal eu tenho que reconhecer que andei quase sempre errado. A semear algumas “culturas agrícolas” muito propícias a despertar cobiça alheia. 


Mas também já terei sido milho-rei.  

quarta-feira, 27 de maio de 2026

• I miss this...

Almost eleven years are gone. After I took this photo. And I still miss this landscape. There’s nothing I can do about it. 

I wish I could become a digital nomad, in order to escape every now and then to walk on this wooden bridge. As I just did a few minutes ago on this other one, under my hometown scorching sun.

I was not conceived to bear this summer heat in my homeland. And it's not yet summer time...

But in the end this is not about summer heat. No.

domingo, 10 de maio de 2026

• Aporofobia

Tal como confessei no meu anterior post, a vida tem-me dado muita porrada. Na forma de altos e baixos com alguma frequência.

Eu sou um lobo solitário. Que não se importaria de quando em vez abandonar essa condição. Com uma companhia feminina. Ou até masculina, se for um gajo assim parvo como eu. Mas receio que não sou homem para ninguém. Eu sou pobre. Não tenho mais nada para dar aos outros do que o meu tempo e atenção.

Isto pode parecer vitimização mas para mim é só um assomo de pura honestidade. Eu nem sempre fui pobre mas neste momento sou. E porque sei que para qualquer senhora dita de bem a estabilidade financeira do homem é importante faço desde já esta declaração, que é para mais tarde não desiludir absolutamente ninguém.

E a modos que era só isto que me apraz dizer hoje. Ou talvez não...

Acrescentaria ainda que... Apesar da minha condição de pobretanas, estou a viver com um certo luxo. Vivo entre São Bento e Santos, dois bairros de Lisboa particularmente escolhidos por uma data de digital nomads. E enquanto eles andam na sua boa vida eu passo por eles nos seus cowork spaces e brunch cafés. E reconheço que também tenho uma rica vidinha.

Hoje, domingo, fui bem cedo até Belém, antes mesmo dos Pastéis do dito abrirem. E lá tive que cumprir o ritual de todo turista e morfei dois. Depois caminhei num passo lento até ao Museu da Electricidade e ao MAAT. Admirei umas casas antigas remodeladas na Rua da Junqueira. Bem assim como uma mansão em ruínas perto do Hospital Egas Moniz. Pelas 10 horas fui visitar o Museu do Aljube. Almocei um hamburger de carne wagyu no evento The Champions Burger na Doca da Marinha. Apanhei sol num banco ali junto ao Tejo, cujas águas estavam cheias de carneirinhos, está um dia ventoso. E agora estou aqui a escrever este post, para fazer tempo antes de regressar ao "meu" albergue.

Se calhar às tantas não teria ninguém que alinhasse comigo nestas minhas deambulações tão livres de stresses... E por isso é que estou só que nem um cão.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

• Terapias

🇵🇹 A vida tem-me dado muita porrada. E há quem diga que eu devia procurar ajuda dum psicólogo. Mas a terapia que eu preciso chama-se Cafuné. Abraço. Carinho. Dado e recebido.

🇬🇧 Anybody find meeeeeeeee...
Somebody to love.

domingo, 22 de março de 2026

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

• O ano do cavalo

Começaram ontem dia 17 de Fevereiro - coincidindo com a terça-feira gorda de Carnaval, por acaso - as celebrações do ano novo chinês (ou ano lunar). o ano do cavalo. E diz que vão durar até dia 3 de Março...

Aqui vai, como de costume nos meus blogs, um desfiar de imagens esteticamente interessantes alusivas a este evento.

E também algumas geradas com IA. Porque está na ordem do dia, porra!… Nem preciso dizer quais são estas últimas... Usei sobretudo sites gratuitos, logo a qualidade não é extraordinária.

Enfim, este ano não tive muito tempo para dedicar a este tema… Para se compreender este desabafo, é ler o post anterior a este. 




sábado, 24 de janeiro de 2026

• Oxalá não seja nada mesmo

Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada.
- Fernando Pessoa              

Por força das circunstâncias estou em Lisboa num hostel na rua Rodrigues Sampaio. A viver um filme de terror. Disse viver, não a ver. Agora deve estar no intervalo, porque por uns sete dias acho que vou ter alguma paz de espírito e tempo para mim mesmo.

Só neste breve encetamento do anno da graça de dois mil e vinte e seis já vivi num anexo na aldeia de Ponte do Rol, Torres Vedras; numa galeria de arte ao pé do estádio São Luís em Faro, num chalé em Bela Mandil, Olhão e num apartamento em São João do Estoril.

Na próxima terça-feira dia 27 talvez esteja numa quintinha emtre Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos.

Agora aqui no hostel baratinho estava a partilhar o quarto com um economista que já foi um assessor do Cavaco, trabalhou no SIS e viaja com frequência para os Estados Unidos e Irão. E entretanto juntou-se a nós mais uma senhora distinta, prof de finanças. Que entre outras escolas lecionou no ISCAL.Curiosamente são ambos de Aveiro. Não me sinto tão sozinho no meu relativo infortúnio.

Mas não deixo de me perguntar porque razões estas personagens vêm parar aqui a esta baiúca, que será decente mas bué low cost.

Estive a viver um ano inteiro em Ponte do Rol. Mas de repente a minha senhoria brasileira quis deixar de arrendar todas as suas casas. E encontrar alojamento hoje em dia é um inferno.

Quiçá daqui a uns dias para além dum tecto mais uma vez eu tenha também o carinho de que já vou carecendo.

Oxalá isto tudo não venha a ser nada mesmo.

sábado, 20 de dezembro de 2025

• Santa Claus & Ded Moroz

Eis aqui duas figuras lendárias ligadas a esta época do ano. Santa Claus e Ded Moroz. Antes supunha que o último poderia ter de alguma forma influenciado a nascença do outro. Mas não.

Há no entanto algo que têm em comum. Distribuem presentes. Santa Claus, ou em português Pai Natal, traz oferendas pele chaminé abaixo na noite de 24 para 25 de Dezembro em muitos países e Ded Moroz, mito do folclore eslavo, também mas no Ano Novo e não sei se chaminés são p’ráqui chamadas.

Resolvi tentar recriar com inteligência artificial estas duas figuras, e às tantas brincando de as transfigurar uma beka. É assim, estou a querer imiscuir-me entre os diversos artistas gráficos que hoje em dia usam esta ferramenta incrível. No meu caso com baby steps. Não disponho de muito tempo de qualidade para mergulhar a fundo nisto.

Deixo no entanto aqui um parecer quiçá ainda pouco fundamentado. É só um feeling. A China está a deixar para trás os Estados Unidos nesta área tecnológica também.

As duas imagens que aqui mostro foram objecto de praticamente a mesma prompt. A do topo num site chinês. a outra no ChatGPT. Recorri a outros sites como o Nano Banana, sem resultados de que me orgulhe o suficiente para aqui expôr. Agora digam da vossa justiça, caros raríssimos leitores…

Aqui vai a tal prompt:
Cria uma imagem com orientação landscape com dois personagens: Santa Claus e Ded Moroz lado a lado. Os personagens Santa Claus e Ded Moroz devem ser bem diferentes e representados no meio duma paisagem com neve, com uma floresta em fundo e em pleno dia. Os personagens Tanto Santa Claus como Ded Moroz devem ter um estilo steampunk, com bastante sofisticação e detalhes diferenciadores entre eles e de corpo inteiro. Santa Claus deve vestir o típico vermelho Coca-Cola e Ded Moroz o típico azul grandfather frost.
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Nota: uma vez mais friso, as imagens acima foram criadas com recurso a AI image generators. E tenho impressão que doravante isto vai ser uma common practice cá do rapaz.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

• Ráfálašvuohta*

Alguém escreveu um post numa rede social em que eu estou mais activo ultimamente em que exclamou isto; 

"A intimidade não-sexual é tão subestimada… O calor silencioso
do corpo dele(a) ao seu lado, a respiração lenta, os beijos preguiçosos, a segurança que dispensa palavras."

Apeteceu-me retorquir isto:

E aquela sensação que nos assalta de vez em quando e nos apercebemos que ele(a) está ali, tranquilo(a), lendo um livro. E respiramos fundo de felicidade. Ou quando ele(a) fica ali parado(a), quieto(a), só nos fitando em silêncio. E depois vem nos beijar ou nos abraçar de mansinho.

Cala-te, maldita memória!... Porque me fazes reviver algo que não tenho esperança que volte a acontecer
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* Ternura, na língua do povo sami, da Lapónia.

Nota: a imagem acima foi criada com recurso a IA.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

• Playing with AI

Eu nunca, jamais, em tempo algum hei-de pedir ao ChatGPT para me escrever um texto que eu venha a publicar nos meus blogs. Jamais!…

Contudo, no que disser respeito a imagens ou vídeos não vou doravante ter pejo em usar a IA, Inteligência Artificial. À uma, porque posso fazê-lo gratuitamente. Por outra, porque posso criar algo que nunca existiu, que ninguém me pode acusar de copiar, plagiar ou de não pagar direitos de autor.

O pequeno vídeo de 5 segundos apenas que acima mostro neste post foi concebido num site gratuitos com a função text-to-video a partir da descrição que citarei abaixo:

“Quero que cries um video com esta caracterização:
Luz de lusco-fusco de pôr do sol. Música de fundo: sinfonia de vento, ondas do mar e folhagens de bosques movidas pelo vento. Por vezes silêncio, quando a natureza se cala. A noite cai devagar, brilham as estrelas. Eclipse total lunar, e se vai anunciando uma tempestade: forte ventania e uma chuva torrencial, depois trovões antecedidos de relâmpagos que iluminam duas figuras masculinas encapuçadas, uma em frente à outra. Estão sentadas e cobertas por capas que lhes vão dos pés à cabeça, sendo branca a da figura à esquerda, e preta a da figura à direita. Os capuzes lhes escondem e ensombram os rostos do nariz para cima. Jogam xadrez num tabuleiro sobre um grande globo terrestre. A câmera que filma deve andar a rodar em torno dos dois personagens.”

Esqueci-me de definir a duração pretendida para o vídeo, este foi concebido por uma IA não atendendo com total precisão a todos os detalhes pedidos, mas…

O resultado final até que superou as minhas expectativas, tendo em conta que eu sou um rookie nestas andanças.
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Nota: btw, esta cena é o início dum filme de arte a realizar quiçá em breve, e o que se vê no vídeo é Deus e o tinhoso Satanás, esse grande mafarrico, a jogarem xadrez e deste modo a decidirem sobre os destinos do planeta Terra.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

• Foi há 12 anos

Foi há uma dúzia de anos. Vai fazer quase 13 em breve. Foi no último dia do anno da graça de dois mil e doze. Em jeito às tantas de balanço de fim de ano. E até hoje não se cumpriu tal desiderato.

Continuo só como um cão vadio. E agora sem ninguém para me amparar caso eu caia. E órfão de pai e mãe.

Durante estes anos todos não tive todavia uma vida vazia. Mas os episódios de felicidade pura foram efémeros. Intensos mas efémeros.

Talvez eu não mereça do universo mais do que isso.

Sinto por vezes que já não ando a fazer nada neste planeta. Que a minha ausência não será sentida. É perigoso pensar assim, eu sei. Mas como não reflectir nisto?… O meu espírito está a ficar velho.

Não haverá ninguém neste mundo dos deuses que venha me salvar de mim mesmo?...

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

• 15 de Agosto

15 de Agosto. Um feriado quando quase toda a gente está de férias. Ou a começá-las. Ou a terminá-las. Um desperdício, portanto.

15 de Agosto, ponto de viragem a meio do estio. Algo vai mudar, algo muda sempre a partir desta data.

Testemunhei hoje pela tardinha multidões felizes nas praias de Santa Cruz. Sim, não ha só uma. Há a Formosa, a do Guincho, a do Pisão, a do Navio, etc..

Pesquiso no Google por algo que fosse relacionado com este dia. E descubro que para além da data religiosa é também o dia dos solteiros.

Ao tentar regressar a casa em Bucket List Bridge, por azelhice minha fui parar a Santa Cruz uma segunda vez, quase à hora do pôr do sol. Mágico momento do dia naquele areal. Mesmo quando o astro-rei já não era visível no horizonte ainda assim vários banhistas não queriam ceder a sair do oceano e virar-lhe as costas.

Voltando uma vez mais à tal da minha solteirice, pensei com os meus botões se Deus quiser esta caducará. Mas desconfio bem que o Altíssimo terá outros planos para mim. Quiçá porque teimo em não acreditar lá muito n'Ele, inclino-me bastas vezes para o ateísmo por dúvida metódica.

E solitário em meio à raça dos humanos vou andando. Já vi que não vai ser nada fácil nem muito provável cambiar de condição. A breve ou a longo trecho.

domingo, 27 de julho de 2025

• Oeste

Já o disse várias vezes nos meus três blogs e não me canso de o repetir. Estou a viver na região Oeste, centrado em Torres Vedras. Mais exactamente em Bucket List Bridge. Desde o princípio deste bendito ano de 2025.

Mas ainda não tenho aqui amigos(as) para sair, passear, tomar um café ou um fino, saborear um gelado, comer sushi, ir ao cinema, à praia - ou melhor ainda, a uma piscina -, para cozinhar um jantar para dois em casa, para viajar até mais longe, etc..

As pessoas daqui até são bem bonitas. Digo, as mais novinhas, porque as balzaquianas… Mas são quase todas muito fechadas no seu círculo de amigos.

Tenho que ver se logro conhecer alguns estrangeiros que também escolheram viver aqui, que os há e em maior número do que eu esperaria. E não só à beira-mar. No centro da cidade de Torres não é incomum ouvir falar inglês pelas ruas e nas esplanadas.

Bem sei que ser um kota com 64 anos não ajuda nada. Mas caramba, sou um homem que tem tanto para dar aos outros... Posso mostrar este país inteiro a quem quer que seja e sobretudo os lugares mais interessantes e menos conhecidos. 

Isto foi a minha "message in a bottle" que me deu hoje para deixar escrita numa rede social. Não sei é se esta se tornará num mar com correntes favoráveis. Ou mesmo este blog, que não tem praticamente leitores alguns. A ver vamos.
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Nota de rodapé: a foto acima mostra um belíssimo pôr do sol no Castro do Zambujal.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

• Anjos

Hoje dei conta que na casinha humilde em que presentemente habito estou rodeado de anjos e não o sabia.

Se eu escrever um dia as minhas memórias ninguém vai crer em tudo o que vier a ter a coragem de relatar.

E o cidadão comum irá ver-me como maldito. Como um protegido do demo, talvez. E no entanto sinto-me como um outro anjo na Terra também. Pleno de bençãos para distribuir por toda aquela mulher, divina criatura, que deixar que a minha mão a toque.

Assim sou eu. Para quem acreditar.