terça-feira, 29 de novembro de 2016

• I'm done

I just saw the other day a person on the street with this lettering on the picture above. Stamped on a t-shirt. And I have this thing to take these random signs daily life brings to our eyes as something personal. As messages from some higher entities to me.

I’m done with my life. I’m really done. I’ve achieved the highest peak. When us two lived together for a while.

Now, I don’t have a clew for what to do with the rest of this current life of mine. If we won’t be together once again.

Nevertheless, this current life until now, despite some sorrows that come with the territory, has been greatly worth to be lived. Thanks to this someone I have met someday, somewhere.

And thanks to all the gods and angels* that have been always around me. And that don't cease to look at me and care about me, all the time, coming from so many different parts of this world.
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* And little devils, too.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

• Üks aasta*...

365 days have elapsed since that day last year I felt my life was being put on hold.

I know now what I want for the rest of my life. I know exactly how is like that person who is perfect for me to live with. I just have to get to be perfect for her, too.

I’m getting there… With a little help from angels. These creatures seem to never abandon me.

Ma olen võimeline täna teha natuke rohkem kui lihtsalt tühja pakkumisi.
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* One year, in a very dear language to me.

sábado, 29 de outubro de 2016

• An instant couple, she said...

Once upon a time there was this instant couple. And to me, in the history of mankind I doubt there has ever been another instant couple more magnificent than this one.

These days, in my hours of deep loneliness among the noisy crowds that have to stand by my side, I wonder often…

Where did all beautiful people disappear to?…

Where have all intelligent people vanish to?…

She is love. It’s inside her, she said too. And now, due to having lived together with her, I believe I am love, as well. Because someone else said that I seem to have a lot of it to share with the whole world. And so I did. Always have done.

Hooray for instant couples!!!…  :-)

Last year, in this very same day, October, the 29th, I felt like being the happiest man in this world.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

• A minha vida é um poema

Se ao menos as gentes me pudessem ver, no meu dia-a-dia…

O ano passado, por esta altura do ano, fui até á Lua. E lá vivi com uma selenita. Uma mui bela, por acaso.

À beira do Mar da Tranquilidade habitava ela. A que ela chamava de Lake Vesijãrvi.

A minha missão Apollo-Soyuz foi realizada então com um orçamento curto, hélas… E teve de findar bem antes do que eu desejava. A lua é um lugar estranho. Mas entranha-se.

Hoje ando a ver se reúno de novo fundos para uma nova missão áquela minha lua. Ou para oferecer à minha querida selenita uma viagem na minha terra. E de modo a que essa minha oferta não lhe pareça vazia desta feita.

É que da primeira vez, no ano passado, julguei que a minha oferta pessoal era suficiente. Afinal, o que eu ofereci foi a mim próprio. Mais de um mês da minha vida, que a ela dediquei. Mas foi de facto escasso, para as bençãos que dela recebi em troca.

Ontem estava à beira dum meio aquático e nela pensava. O canto das sereias é uma coisa tramada!…

Quedei-me pelo meio-dia sentado no molhe do cais do porto de pesca de Viana do Castelo, bem longe do lugar onde tenho o meu tecto habitual. Também a norte mas não tanto quanto eu mais queria.

Estava ataviado com um monkey suit, que dizem que me rende todo bonitinho, e partilhei a minha refeição ligeira com as gaivotas e corvos marinhos que de mim se abeiravam, fazendo um coro de guinchos desafinados.

É que hoje em dia eu faço de anjo da guarda de viajantes pelo meu país. E no presente caso, conduzi um trio destes numa Viano até Viana. Num destes veículos de animação turística que tresandam a luxo, todos de uma característica cor negra executiva.

Nessa mesma Viana do Castelo evoca-se hoje numa estátua o amor que uniu Diogo Álvares Correia, aka o Caramuru, filho da terra, à bela índia Paranguaçu. Curiosamente.

E para quem tem falta e carece ou está lejos do seu amor maior assim como eu, lá existe também uma providencial fonte de feniletilamina: a Fábrica do Chocolate, hotel, restaurante e museu.

Ao fim da tardinha ontem ainda devolvi os caminheiros ao Porto, onde se hospedavam, perto da Avenida dos Aliados, bem no centro da Ínvicta urbe. Granítica como a "minha" Helsinki. Curiosamente, mais uma vez.

Com este mister, que me consome as horas todas de vigília dos meus dias, espero arrebanhar os dobrões necessários e suficientes para vir a ser eu mesmo, na minha vez, um viajante também, por conta própria. E livre para voar até áquelas paragens onde fui mui feliz no dia do meu aniversário nesse bendito ano passado.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

• Koduigatsus*

Nimi algab M tähega. Aga ma ei olnud valmis. Mitte veel.

Nevertheless, she’s the one. And now I feel rootless. But I feel this was and it will continue to be a positive effect she made on me.

>>>--❤️-❤️-❤️-❤️-❤️-->

We now live in parallel universes. Me, in this hot weather country which was my cradle. And her, faraway up there in the cold of the northern parts of the old continent. But we once were a blessed instant couple. And since then I know someone like her can exist on this planet.

"Find a woman you can cope with.", a very dear friend of mine - one perfect little angel-demon - said to me, recently... And I thought at that moment that I do had found that woman already.

She's fine to me. I think she has the same virtues and flaws that I do. But I'm not as fine to her as I would wish to be.
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* Nostalgia, in her mother language.

domingo, 28 de agosto de 2016

• Grau Zero atingido

L’épée porte la gaine”, assim diz o povo francês. E eu gosto tanto desta expressão tão sábia e nobre que já dissertei um dia sobre esta, aqui neste blog.

Como o bom velho Jean-Jacques Rousseau também referia, assim também as paixões que um homem tem ao longo da sua vida o vão desgastando. E por isso, acho que vou para por aqui.

Tenho sido como uma borboleta que esvoaça em torno da atraente luz duma lâmpada incandescente. E como é muito natural, lá vem a habitual queimadura, sempre expectável, de cada vez que ouso experimentar de muito perto o seu calor.

A luz é uma metáfora da beleza da alma feminina, que eu idolatro. E o calor é o amor que as mulheres derramam sobre mim, generosamente mas por períodos finitos no tempo.

Porém, o meu amor não é jamais finito. E é por isso que pago depois um preço elevado.

Mas vou deixar de pagar. Julgo que não vou ver mais em ninguém neste mundo uma missão para a qual terei nascido. Até porque fui desenraizado. Esvaziado de um importante sentido de viver.

Há um ano atrás, por esta mesma altura do ano, antevi pela última vez uma missão que tinha a cumprir junto de outro alguém. 

Essa missão, que eu queria eterna, era porventura apenas temporária. E talvez até a tenha cumprido com algum preceito. Mas findou. Ou não a soube levar a bom porto adequadamente. Ou seja, falhei.

Talvez ver em outros seres missões a cumprir seja apenas a forma com que justifico para mim próprio o impulso de querer ir aplacar com estes a minha sede de amar e ser amado. 

Afinal, pode não haver qualquer missão… Sou só eu que tenho essa miragem. E que desato a correr atrás desta.

Ao menos posso dizer hoje que me quedo com o consolo de ter encontrado a quem mais amei, acima de todas, nesta minha actual existência vã. E de ter experimentado o que é ser um “instant couple”, maravilhosa ventura!…  ;-)

Agora, fico-me por aqui. Antes eu pensava que não podia passar um dia sequer sem abraçar a mulher amada, qualquer que esta fosse. E por isso só quero alguém que aceitasse o meu abraço. 

Hoje sinto que vir a abraçar outro ser qualquer perdeu esse sentido inicial que eu tinha. Porque não haverá outro abraço igual áquele de que me lembrarei para todo o sempre.

Atingi o grau zero. Acabou-se. Não mais vou me apaixonar.

Não posso fazê-lo. As memórias não me deixam. Como esta, que conto a seguir, que me tem assaltado diversas vezes ultimamente…

Naquele dia, pela primeira vez na nossa curta vida de “casal instantâneo” resolvemos que nos iamos separar assim que chegássemos ao centro da cidade. E assim aconteceu, fomos cada um para seu lado. Embora titubeantemente.

Contudo, combinámos que daríamos a nós próprios um rendez-vous em hora e local determinado. Quando dos nossos afazeres nos sentíssemos livres.

Esperei por ela nas cercanias da Ristinkirkko. E ela trouxe um gelado para nós dois. Um simples gelado de cone, com um único e singelo sabor a baunilha. Um doce que tresandava à sua meninice, vivida então atrás da cortina de ferro.

Porque é que ela tinha logo de trazer-me esse gelado nesse dia, que nunca mais esqueci?…

Agora ando sempre a imaginá-la, porque ao lado dela não estava nesse momento, a retirar com sua mão - ela que disse um dia de si mesma, “I am love” - da arca frigorífica no mini-mercado estoniano da Rautatienkatu os dois items. Com a luz do seu sorriso.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

• I'm a bum ;-)

I'm a bum*. A vagabond. A lazy guy. To the extent that I don’t like to work. No longer like it. In today's world and with this age that I’ve reached, I see no point in working for more than just survive. 

I don’t have the same dreams of those who are beginning their lives. Like in my little daughter’s case. I no longer think so much on having my own house with a tropical garden and a swimming pool, on having once again a big car, on taking holidays in these dream destinations for the masses. 

What makes me dream today is to find an old soul like me and hang around together, all around the world. Sailing the seven seas. Climbing up to the highest mountains. Feel the wind ruffling our hair. Drinking water from all fountains. If only we can find the miraculous solution that will allow us to do this, forever and ever. 

Or, rather than plunge into nomadism, adopt the same sedentary life of this old soul like me, there in that place lost in this world where she is now living. And design our nest in a wonder duet. 

I’d like to find the craziest female in this world because only her will be able to cope with me.

I just love women. I love her, the female.

It might be just because this female - I’m not talking about anyone in particular here, but rather beau sexe specimen in general - seems to have a great body, which I would like to be allowed to worship. Or it can be her hair that looks gorgeous. Or the way she dresses. Or pose in the photos I take from her. Or walking in the streets in real life. Her naked legs. The way her feet move on the floor. Her breast, this so wonderful brand of femininity, which she proudly exhibits to the whole world to admire…

Ok… But it might be also because she seems to be a special human being. With that kind of intelligence not anyone else has: sensitivity.

Or even just for the plain pleasure of cooking and eating a meal together. The kitchen is also a place where I feel always to mostly let go free my self-alleged charms.

I enjoy as much to cuddle as I do cooking in a duo. That’s me.  ;-)

Speaking about cooking… I began to say in this post that I’m a lazy guy, that I don’t like to work… But perhaps one of the challenges I would mostly like to take is to open a restaurant**. And if that would be done along with my lifetime partner, that would sound perfect to me!…

Yes, that’s it. I’d like to find not only my lifetime partner - if not someone that I have found yet - and think of some challenges for us worthy to improve the years that we both have yet to live.

I would like us to leave our mark in this world, together. And not just make money for nothing.
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* I'm not yet a real bum… But I can turn out to be it one day, like this one who was the subject of this movie I wrote about in this post on another blog of mine.

** I even have drawn one time a business idea around this, summarized in this post on another blog of mine.

sábado, 25 de junho de 2016

• The Mushroom House

Uncomplicated people. They’re the only ones who can give names to things such as “Mushroom House”.

Vila Sassetti, at Quinta da Amizade, Sintra. That’s the place in these two photos, being this one on the right taken by me. Which has from now on a new designation. My personal angel baptized it this way. And that’s fine by me. 

It’s a much more cute name, la Maison Champignon.  ;-)

This vila had as first owner an italian gentleman, Victor Carlos Sassetti. It was designed too by an italian, Luigi Manini, the architect of Quinta da Regaleira. As for me, I have this italian nickname, Giuseppe Pietrini… 

However, an uncomplicated human being - this very same angel that I spoke about before, arrived from very faraway across this world - gave my portuguese real name a new reading sound: JUICY.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

• Kishibe no Tabi - o filme

Domingo á tarde. Estou a mirar a zona ribeirinha da cidade de Lisboa a partir dos muros da Casa da Cerca, em Almada.

Fugi do burburinho para ali. A cidade onde nasci fervilha de forasteiros. De turistas vindos de países mais prósperos do que o meu e de emigrantes de países do outro extremo duma escala de bem-estar social.

Todos interagem uns com os outros, por vezes para desconforto de um destes dois lados. E seguem indiferentes ao inconsciente nervosismo que anda no ar por um terceiro lado, o dos locais, causado pelo ludopédio. Hoje é o dia duma supostamente grande decisão final.

Não sendo eu um extraterrestre - que eu saiba - sou um voyeur de toda esta realidade, como se não fizesse parte dela. E não faço mesmo. Sou um ser à margem.

Eu não vivo aqui em Lisboa, desde que para cá voltei, a 10 de Novembro passado. Já não me sinto confortável aqui. Este já não é mais o meu lugar. E se calhar nunca o foi.

Houve algo que mudou em mim. Já não reconheço as gentes e o lugar onde nasci e quase sempre vivi. Depois de um muito curto período em que me acreditei estar a viver em realidade virtual, num lugar bem distante. O mais distante daqui em que estive em toda a minha vã existência terrena.

Um lugar que apesar disso não deixou de me parecer algo familiar. Vá lá, o seu clima não era também absolutamente acolhedor... Mas deixou-me saudades de lá viver.

O lá ter estado fez-me perder as minhas raízes. De modo a que nunca mais vai ser possível recuperá-las.

Lá aprendi que a felicidade é mesmo possível. Mesmo que só a prazo, pouco dilatado no tempo. Mas intensa. Como eu nunca tinha antes imaginado.

Mesmo que pudesse ser mais sábio aprender a ser feliz sozinho, sem depender de ninguém, eu não o consigo conceber. A minha felicidade dependerá sempre de outro alguém.

Esse alguém de quem dependo, a vida me foi apresentando esse ser, de diversas formas.

Da última vez foi a mais perfeita. E das duas uma: ou tenho uma memória curta e sou ingrato ou porventura aprimorei os meus gostos pessoais e já não é qualquer um(a) que me leva e me tem.

Esta última e ainda bem recente vez só por milagre não se terá extinguido a sua chama. Mas a sua luz durou o tempo suficiente para eu ver mais além, uma vez mais.

Já me quedaria por esta perfeição e não iria querer mais, para o resto da minha vida. Mas se a coisa terá findado, porque não continuar a seguir este caminho e chegar um pouco mais longe? Ainda mais longe. Afinal, sei que é possível.

É pena. Pensei que era desta. Mas bom, há que conjugar algo mais do que apenas o querer estar junto. Há que trabalhar para que esse estar junto seja mais permanente.

Não pode ser da próxima vez mais uma breve aventura. Não pode ser outra vez um salto sem preparação. Sem balanço.

Ou então, que seja um recomeço tal como a fantasia que este filme, “Kishibe no Tabi", conta. Seria lindo, se assim fosse.

Nesta história - que em português recebeu o título “Rumo à Outra Margem”, curiosamente* - um casal regressa a sê-lo, após os dois terem estado separados por três anos. Sem notícias um do outro.

E assim como se um deus estalasse os dedos, recomeçam de repente juntos. Sem cobranças. Sem perguntas. Só com a sede de quererem estar juntos de novo.

E vão de mãos dadas e ombros colados descobrir novos lugares. Lugares onde pode ser que a felicidade exista. Sempre maior do que antes.

Afinal, porque não há-de sê-lo?

Quando se tem o meu actual estado de espírito, partir à descoberta de novos lugares é o melhor que nos pode acontecer. Mas a sós de nada adiantará partir, receio…
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Nota: o website oficial deste filme, apenas disponível para leitura em japonês, pode ser acedido clicando aqui.

* A Casa da Cerca, aonde eu rumei no domingo passado, fica naquilo a que os lisboetas costumam chamar de “a outra margem”. Curiosamente, senti esta necessidade de ir para lá.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

• Mais um fim…

Ás vezes o melhor serviço - ou favor, ou benção - que podemos fazer áquela pessoa que amamos é livrá-la de nós. Quando as palavras desta gritam por que esse fim aconteça.

domingo, 13 de março de 2016

• Este blog

Este blog talvez tenha perdido a sua derradeira razão de existir.

Eu encontrei - justamente graças a este blog um pouco também mas não só - aquela que é a pessoa neste mundo com quem eu mais gostaria de estar junto.

Este blog nasceu quando eu ainda estava a viver na minha última união de facto. Quando essa relação estava já condenada a um fim próximo. Mas eu não o sabia. E feliz nessa ignorância tola, deu-me para brincar.

No começo quis brincar de ser um Coluche à portuguesa. O intuito primeiro era tentar prejudicar, nem que fosse ao de leve, uma provável reeleição de um presidente do meu país, que se vinha revelando - e confirmou totalmente no fim da missão em que acreditou a que se podia alcandorar, para nosso mal colectivo - ser o pior presidente da história da nossa jovem democracia.

Isto poderia começar a acontecer se algumas outras pessoas em número suficiente para tal começassem também a ligar um mínimo de importância a este palhaço pobre que eu sou. Mas nem em minha casa atrai atenções…

O tal presidente que ficará conhecido para sempre como “a múmia” lá foi levado ao colo para o seu segundo mandato… E eu resolvi não desistir de escrever palhaçadas e debutar sem mais delongas uma plausivelmente longa pré-campanha de cinco anos até à seguinte eleição* presidencial na Lusitânia. 

E depois pensei melhor. E porque não brincar antes de ser candidato a algo maior ainda do que apenas ser um símbolo de uma nação tão pequerrucha? E lá apareceu a ideia luminosa de querer brincar de ser um futuro condutor da humanidade, no lugar de presidente das Nações Unidas.

Entrementes no campo sentimental, a minha relação amorosa, eterna de já nove longos e arrastados anos, acabou.

E eu levei desde então estes quase cinco anos para perceber uma realmente boa razão - assim mesmo para valer - para ter acabado. Mas encontrei-a.

Depois do solstício de verão do ano passado, eu descobri que é mesmo possível eu encontrar uma genuína alma gêmea.

É que já tinha quase perdido toda a esperança!… 

Não estou com essa alma gêmea neste preciso momento. Já estive, mais de um mês inteiro. Num lugar que foi o mais longínquo a que até agora nesta minha existência pus os pés.

Não sei se voltarei algum dia a estar de novo em comunhão com esta alma gêmea. Mas a esperança que com ela renasceu não morrerá jamais. Com ela ou de novo a sós, eu sei que vou ser feliz. Eu sei como não deixar de ser feliz.

Este blog é hoje como que um diário. Ninguém o lê a não ser eu. É um blog privado agora, a pedido de quem comigo privou os últimos pedaços de vida feliz que aqui relatei nas múltiplas luas que decorreram desde que estou só de novo e de volta a esta terra onde já tive raízes. Que hoje estão perdidas.

Às vezes releio o que escrevi aqui neste blog. Que já fez seis anos de vida no dia 2 deste mês!… E com uma frequência maior do que eu esperaria, não me revejo integralmente nos pensamentos que aqui fui gravando nesta pedra virtual.

O que pode significar que cresci. E que isso pode ser devido ao convívio com a alma gêmea do meu inesquecível 55º aniversário.

Assenta hoje sobre este blog um silêncio de cartuxa. E é talvez assim que tem de ser. Mas como já la dizia o grande vate…

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

 - Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

Creio que por agora disse tudo o que era mister dizer e citei o que era mister citar. E sinto-me livre.


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* Que foi justamente há dois meses atrás. E um sol radioso regressou ao meu país. Já temos, somente há menos de uma semana, um novo presidente da nossa res publica que anda por aí a brincar de ser um novo Messias. E ainda bem. Ele sabe como fazê-lo. O outro nunca o soube. Nem queria. E até eu talvez não fizesse melhor do que o actual inquilino de Belém…

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

• The soulmate myth

“Love is when you don't look for anyone else"
- unknown author

Girl, you showed me something that I can't forget: paradise.

By your side, even routines like a walk to an S-Market store to buy some groceries was like flying above the highest clouds level. Those were the times when I was getting sure I had finally found my soulmate in this life.

Now, after more than 3 months that we are not living together, you told me that we will have always a certain connection.

But I don’t want to have just a certain connection with you. I wish that having me could be the main goal of the rest of your life.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

• Montagne della follia*

Questo può suonare come follia - un sacco di follia - ma qui va...

Ho una maledizione che deve essere quella tipica di tutti dal segno zodiacale Scorpione. Le mie parole fanno male alle persone. Il mio silenzio anche fa male alle persone. I miei atti fanno male alle persone. La mia mancanza di azione anche fa male alle persone.

Questa non è la prima volta nella mia vita che riconosco questa maledizione. Ma ora sembra che si fa male più di tutti i tempi. E mi fa male in cambio tanto.

Per abbassare i danni, forse dovrei essere tranquillo. Meglio stare in silenzio nel mio angolo. Ma... Ho questa cosa che mi porta a scrivere sulla mia follia. Per controllarla. Guardarla in faccia. Affrontarla. E poi, niente ci perseguita come le cose che non dicono.

In cima a tutto questo, io sono una tripla Scorpione, come qualcuno una volta mi ha detto e mi ha lasciato con questo fatto che io sono orgoglioso di dire su di me. Senza alcun motivo particolare. A meno che suona grazioso alla mia vanità.

Dopo, il mio segno cinese è il Topo. E mi piace moltissimo una ragazza che è... Serpente.

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* “Mountains of Madness”, in italian. As Howard Phillips Lovecraft, an horror fiction american author, has referred to the "strange and disturbing” paintings of Nicholas Roerich, also known as Nikolai Konstantinovich Rerikh, who in his turn was a russian painter, writer, archaeologist, theosophist, enlightener, philosopher and public figure. In his youth was influenced by a movement in russian society around the occult. More info about him can be found at the Estonian Roerich Society website, clicking here.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

• Let's hold hands and go!

You know what?… Sometimes I wish to challenge you to do something you might not be able to accept. Sometimes I wish we could just hold our hands and escape to a desert island, just the two of us.

I know, it’s utopic… It’s too foolish, too romantic, etc… But… That’s what I would like us to do.

And besides, we know already what it is us living on a desert island. We experienced it. Inside a flat.