domingo, 9 de janeiro de 2011

• Amore ed Ingiustizia

Deambulo neste domingo triste de Janeiro e os erráticos passos meus dirigem-me autisticamente até ao Campus de Justiça, na zona da Expo, nesta minha outrora designada Ulisseia. Que me tem sido aziaga. É já tempo de zarpar para outro lugar, julgo eu...

Miro este bloco de edfícios que a imagem acima ilustra e cogito: um belo exemplo de algo desenhado com paixão e um lápis, destinado a encerrar nele temporariamente vidas em horários ditos laborais, onde o Amor não medra.

E porque havia o Amor de existir num Campus de Justiça? Se o Amor é em sua essência injusto?

Sim, mantenho, o Amor é injusto. Porque Este nos invade o corpo e a alma, avassalando-nos quando menos o esperamos. E não temos então a sua urgente necessidade. E larga-nos depois com a dependência dele, quando não o antecipamos cautelosamente.

E porque haveria o Amor de ser justo? Quando nós* somos tremendamente injustos com Este.

Desprezamo-lo quando o Amor se dá a nós em toda a sua generosidade. Outras vezes também o desvalorizamos e queremos mais ainda, quando o que já recebemos d'Este nem o merecíamos ainda.

O Amor, o Amor... sempre o Amor! Porque não consigo pensar noutra coisa senão no maldito Amor hoje? Esta adicção da minha alma nem me faz recordar de que necessito também de alimentar o corpo meu.

E passo ao lado daquilo que acontece nos dias que correm sem entusiasmo algum. A campanha eleitoral actual, em que me propus engajar-me com ânimo e determinação, para que este Portugal tivesse um real Presidente da República... Que, se não fosse eu a sê-lo, que já fui nos confins dos tempos um Rei, o mais lendário destes até, ao menos que fosse um "nobre" a morar em Bélem. Com vista para a Casa Pia...

 
* Quando digo "nós", falo por mim. Com esta minha mania de palrar como Louis XIV de França, "le Roi Soleil"...

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