E por quem esta old soul que eu sou sabe bem que está.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
• Minu isiklik jõulukaart*
“A essência da arte é estar apaixonado,
é de facto a melhor essência.
Se eu não estivesse sempre apaixonado,
até por aquilo que eu não sei que estou,
estaria morto.”
Artur Bual
pintor, escultor e ceramista
Este anno da graça de dois mil e quinze ainda não findou mas eu já posso dizer que até ao dia de hoje estou a viver um dos melhores semestres da minha existência.
E neste Natal, à falta do meu primeiro desejo de todos, o plano B do que eu gostaria de pedir a Papai Noel era…
…uma varanda envidraçada com vista sobre o mar da serenidade, onde eu me pudesse encontrar sozinho, bem a sós comigo mesmo, com a alma ao abrigo de ventos e marés, e com tempo para estar apenas a escrever memórias e sentimentos ainda frescos.
Com todas as minhas necessidades básicas e vitais satisfeitas e ainda com um chá quentinho, a toda a hora. De vários sabores e aromas.
É bem provável que não haja nem plano A e nem B neste meu Natal. Mas ao menos estou apaixonado.
E por quem esta old soul que eu sou sabe bem que está.
E por quem esta old soul que eu sou sabe bem que está.
E por isso, desejo a todos os que lerem estas linhas - e aos que as não lerem também - que tenham não um FELIZ NATAL apenas mas sobretudo um Natal em que se apaixonem. De verdade. Tanto ou mais do que eu. Se para tanto tiverem engenho. E arte.
Assim é este o meu postal de Natal para todos vós, mortais.
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* O meu postal de Natal, num dos dois principais idiomas da família das línguas fino-bálticas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
• Renascer
Eu já me apaixonei muitas vezes nesta minha actual existência. Tantas que já julgava que não o voltaria a fazer. Assim p’ra valer, mesmo!
Depois de ter sobrevivido a este último lustre, estava crente que já teria perdido essa capacidade. Mas não. Parece que não.
Renasci. Voltei a viver. Sei que posso me apaixonar de novo.
Nestes anos depois do traumático fim da minha última relação, até que tive outras paixões antes desta. Mas nunca houve aquela sensação de que poderia me entregar por inteiro.
E posso reconhecer até que nunca fiz essa entrega de mim sem reservas antes. Em nenhuma das relações que tive. Não quero ser ingrato com quem fez o favor de se apaixonar por mim também, mas… Nunca foi como agora.
Tu mostraste-me que ainda estou vivo. Que posso voltar a sentir o coração bater. Eu estava dentro do buraco e tu tiraste-me de lá.
Mas apesar de tudo o que aconteceu, o cepticismo que tenho em mim próprio não pôde deixar agora de me fazer questionar… A tua missão comigo será apenas isto?… Não! Não, não pode ser, pelos deuses todos de todos os Olimpos!…
Eu fui ao teu encontro como uma fuga para a frente. Porque me desafiaste a ir. Porque vi no teu desafio a minha última oportunidade para ser feliz. E porque havia uma ligeira hipótese de poder ser algo que ia ser para sempre.
Não foi. Eu não consegui ficar contigo mais tempo do que umas escassas quatro ou cinco luas. Por incompetência minha. Mas foi o tempo mais que suficiente para desejar da próxima vez ser eterno. Assim o queiramos e consigamos ambos.
Querer, eu creio que o queremos na mesma medida os dois. Outra história será consegui-lo. E a nossa paciência para esperar anda a ser duramente testada.
Pelo meu lado, já me terão levado a fazer esta introspecção: e se não for ainda contigo que ficarei até ao fim dos meus dias? E se alguma das minhas antigas paixões renascer de cinzas que se supõe ainda não totalmente frias? Se um de nós desistir de esperar, serei capaz sequer de me apaixonar de novo?
Capaz, acho que serei. Tu despertaste-me para a beleza que sempre continuou a existir neste mundo mas a que eu estava cego. Mas…
…Eu não quero. Eu quero-te a ti. Porque te vejo como o único ser neste mundo que pode coexistir comigo até ao meu último suspiro. Eu sei que mais ninguém o consegue. E eu só queria que visses em mim o mesmo para ti. E talvez vejas.
Foi bonita a harmonia que tão espontaneamente nasceu entre nós os dois. Foi algo que nunca vivi antes. Todas as nossas promessas se cumpriram. Nós não podemos de todo viver sem abraços.
E só nós dois somos assim em todo este planeta Terra!...
Nós dois juntos é uma ideia que o universo tem de acarinhar. Que os teus anjos - oxalá um dia meus também - deviam nos conceder.
Assim o espero. Assim o merecemos ambos. Porque somos grandes. Porque poderíamos ensinar o nosso exemplo ao mundo inteiro. E para um mundo melhor estaríamos todos caminhando.
E só nós dois somos assim em todo este planeta Terra!...
Nós dois juntos é uma ideia que o universo tem de acarinhar. Que os teus anjos - oxalá um dia meus também - deviam nos conceder.
Assim o espero. Assim o merecemos ambos. Porque somos grandes. Porque poderíamos ensinar o nosso exemplo ao mundo inteiro. E para um mundo melhor estaríamos todos caminhando.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
• Mõnikord*
Sometimes I despise everyone else in the world. Everyone else but you, girl. You can be my last chance of a safe harbour.
Because you are the only one with whom I can talk to. Even if we don't agree on everything and we don’t think alike about any subject whatsoever, we still understand each other quite perfectly.
I despise people because they often don’t seem to give use to all the faculties our Creator made us with. Mainly intelligence. And its most valuable kind, sensitiveness.
But us two, we are not like everyone else. We are truly very old souls.
That’s why it feels so good when we are together. Doing anything whatsoever. Even doing nothing. But together. Feeling the presence of one another.
We have had this life experience lately. During a whole month and a few more days.
Now that we are once again separated by this distance which seems like between the earth and the moon, I live my days supported by the memories of all the moments we had together. And I feel my heart warmed by these.
I think you sometimes can be afraid that this 3,349 km distance might lead our feelings towards each other to freeze or decay in time. Well, I don’t think so…
We have a lot to learn from one another still. We should be back living together one day. The harmony that we have found to exist when we are side by side cannot be wasted. The gods cannot allow this to be just an ephemerous happening. No.
We have just started to love each other. We have a lot to give one another. We are the unemployed angel of one another.
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* Sometimes, in estonian.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
• My personal Apollo-Soyuz mission (part II)
Sa ütlesid mulle ühel päeval, et sa ei ela Kuul. See palju on tõsi*.
But it was not easy for me to have gone towards you. It was hard. In spite of all my reservations, I went anyway. And, as I expected, my doubts have disappeared. All of them.
I know today what I want in my life. And I know what has to be my main goal. It’s still hard. But that’s the only goal I want to pursue. I want to be happy like only you showed me it is possible in this world to be so.
And I'm ready to pay any price. Even to live forever on the moon, just the two of us, alone on the margins of our lake, when it will be frozen and the sun won't be seen but for a few hours a day.
If it will be with you, I don't care about anything else.
And I'm ready to pay any price. Even to live forever on the moon, just the two of us, alone on the margins of our lake, when it will be frozen and the sun won't be seen but for a few hours a day.
If it will be with you, I don't care about anything else.
Only with you I feel we both rise up to be these love divinities, like Shiiva and Parvati.
Girl, maybe there's a mission we both have to accomplish together. We have to show this world the meaning and practice of true love.
Girl, maybe there's a mission we both have to accomplish together. We have to show this world the meaning and practice of true love.
Us two, we are of the very rare people on earth to have discovered that faraway territory. That's our legacy to mankind.
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* Translation: You told me the other day that you don't live on the moon. That much is true.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
• Minä sinua rakastan
I knew how it would be before it happened. I learned how it is in real life. I'm sure that now it will be forever. Regardless of the turns that this world does or will have to do.
I feel the power of this love every single hour of my days. Like never before in this life of mine. Like her, I'm free to be me.
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Let’s listen to a song, clicking here…
sábado, 17 de outubro de 2015
• Vocês sabem lá!...
Esqueçam lá isso do amor!… Vocês não sabem o que isso é.
O amor é cair na mais doce armadilha do destino. Virar uma vida já bem vivida, de mais de cinquenta anos, completamente do avesso. E recomeçar quase do zero a viver, como um recém-nascido mas com a bagagem de toda a existência passada já adquirida. E sentir que esse lastro de repente para nada serve.
Cair nos braços de quem amamos e que nos ama na mesma medida. A toda a hora do dia. Isso é o amor.
Amor que está nos mais pequenos detalhes. No grito soltado da alma no átrio de um aeroporto, no primeiro dos milhares de abraços que se lhe seguiram. Nos olhares que se cruzam e que despertam letargias. Nas mãos que não se largam nas ruas. No estar a não fazer nada senão a curtir juntos um momento solarengo dum dia nas margens de um lago num clima frio.
No orgulho que sentimos por ser aquele companheiro do outro. Daquele outro com o qual tudo faz sentido. Aquele outro cuja simples voz é música sacra. Aquele outro em que vemos seus pés sempre como que dançando sobre o chão que pisa.
Se a nada disto se aproxima o que vós sentis ou sois capazes de fazer, perdoai-me mas vocês não souberam o que é amar ainda.
Armastus. Pudéssemos todos nós aprender outras formas de como se diz Amor. E este seria um mundo perfeito.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
• Noi due...
Penso che potremmo guardare cosi bene quando facciamo questi personaggi dei fumetti o cartoni animati al cinema…
Arachidi*, li chiamano in inglese. Strano… Ma i nostri avatar guardiano così divertente, non è vero?… ;-)
Mi piace chiamare “girl”. Ed è quello che lei sembra qui davvero. Una bellissima ragazza, con un cuore e un'anima che molto bene corrisponde alla sua bellezza.
Sono un ragazzo molto fortunato... E dovremmo fare una bella coppia.
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* Peanuts. It's a movie...
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
• Reincarnations
I had a dream. Some moments before my next reincarnation I will have a dialogue that goes something like this:
The boss: You’re going to get down under once more. Don’t despair and please bear in mind that it might take some years, fifty more or less, for you to meet the other one.
Me: See on okei, ma tean, et see on väärt ootamist.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
• O meu primeiro filme
Desculpar-me-ei por falar a até celebrar algo cedo demais… Mas este será o meu primeiro filme. E a coisa já a modos que começou.
Na sexta-feira passada, com um calor de suar as estopinhas, vi-me por breves instantes dentro dum uniforme semelhante ao do General Gomes da Costa, talvez o principal mentor do que viria a ser a funesta revolução de 28 de maio de 1926.
Para quem não souber bem quem é este personagem da História nas conturbadas primeiras duas décadas da então novel República Portuguesa, é o espécimen mais à direita - metaforicamente falando, quiçá até… - no triunvirato (troika?) da foto acima.
Agora, até que o filme se produza e venha a estar em exibição em salas, para quem quiser, é só imaginar o je dentro duma farpela semelhante. Cá para mim já valeu só a prova da roupa que fiz. E eu sei que ainda é muito pouco para celebrar. Mas… Estou contente!, como dizia a outra maluca.
Embora sendo um pacifista, julgo que fico bem naquele uniforme. Há sempre algo de inevitavelmente mágico quando nos vemos na pele de um personagem bem diferente de nós próprios. E se evocamos algo de histórico, ainda mais mágico é.
Não é também nada cheio de muito glamour, como os uniformes dos oficiais dos exércitos de Mussolini ou os de Napoleon Bonaparte, do século anterior... Como eu estaria à espera. Quando me falaram dum filme histórico, fui logo sonhando com épocas mais recuadas do que os anos vinte. De qualquer modo, valeuzão!... Como dizem os contemporâneos tupiniquins na Pindorama.
Não é também nada cheio de muito glamour, como os uniformes dos oficiais dos exércitos de Mussolini ou os de Napoleon Bonaparte, do século anterior... Como eu estaria à espera. Quando me falaram dum filme histórico, fui logo sonhando com épocas mais recuadas do que os anos vinte. De qualquer modo, valeuzão!... Como dizem os contemporâneos tupiniquins na Pindorama.
Ainda não sabendo praticamente nada sobre a trama deste filme, espero que este venha a ser como que um remake de “A Revolução de Maio”. Algo que vá reescrever a história de um modo diverso do que a propaganda da Ditadura Militar - mais tarde Ditadura Nacional ou Estado Novo, com a hegemonia ideológica do nosso velho conhecido bota-de-elástico - o fez.
Tempos sombrios foram estes, os dos anos vinte do século passado. Mas ao menos havia uma preocupação arreigada - em ambos os lados antagónicos das ideologias políticas nascentes, de direita e de esquerda - com o progresso das sociedades e das pessoas. E não tanto com a sobrevivência deste capitalismo selvagem e do poder do dinheiro e dos bancos. Como hoje há, quase cem anos depois…
Alguém para mim ainda envolto em mistério mas que me fascina uma beka: Enver Hoxha. O antigo pequeno grande líder da orgulhosamente só - onde é que eu já ouvi isto?... - Albânia socialista. Semeador de bunkers ao longo da sua costa do Adriático. Tal como os russos, à mesma época histórica, pós Segunda Guerra Mundial, fizeram em Saaremaa, na Estónia ocupada. Cuja imagem divulgo aqui ao lado, nos seus 33 aninhos. E com um uniformezito catita, quase, quase parecido ao “meu”, curiosamente...
domingo, 16 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
• E vão dez!…
Ontem cheguei a uma contabilidade de telenovelas em que participei que vai passar a ser com dois dígitos.
Nada de mais, muitas outras pessoas poderão gabar-se do mesmo ou bem mais. Mas em pouco menos de ano e meio - comecei nestas andanças apenas em Março do ano passado - e com um interregno em que me dediquei à animação turística não me parece mal e bem melhor do que eu esperaria de início.
Em várias destas dez telenovelas tenho mesmo diversas ocasiões ou episódios em que intervenho em cada uma destas.
Depois da última entrada neste diário das minhas actuações, que vou repartindo em posts nos meus três blogs, e que correspondeu à minha premiére na telenovela “Santa Bárbara”, já fiz um repeteco para a mesma trama. Que foi o caso de uma cena num funeral filmado no cemitério de Palmela. Numa tarde de uma canícula que se revelou um pouco penosa de suportar.
Desta segunda vez na “Santa Bárbara” já não houve a participação especial de Joaquim d’Almeida, esse monstro sagrado junto do qual estive no salão nobre do Museu Geológico de Lisboa. Mas tudo bem. Se calhar ainda estou reservado para contracenar um dia destes com Sir Anthony Hopkins. Quem sabe..
Fui contabilizando também já cinco participações em “A Única Mulher”, como um tal de membro do conselho de administração da Sacramento, S.A., tendo sido a última vez (até à data) nesta semana que findou.
Nas “Poderosas” já lá vão quatro participações… Mas tudo coisas menores. A última, também esta semana que agora acaba, para variar não foi no Bar Rocha’s mas na cantina social da Maria João Luís.
Ontem, sexta-feira, chegou a vez de “Coração d'Ouro”. A minha tal décima telenovela. Que só deve estrear nas pantalhas na rentrée, em Setembro, na SIC. E é isto…
Pode ser que o título desta trama seja algo premonitório para o meu futuro, no campo sentimental… Estou a viver este último mês de Julho algo inusitado mas intenso.
Mas voltando aos ditos "pós de palco", tenho de arranjar algo mais substancial. Até agora isto tudo tem sido mais um hobby que outra coisa… O que era catita era fazer um filme. E já agora, um que fosse um blockbuster. Ou no mínimo, um anúncio publicitário em que eu protagonizasse…
Não por uma ambição de querer vir a ser uma film star. Não senhor. Não sou assim. Quero tão somente sobreviver disto. Para continuar a frequentar estúdios e sets de filmagens exteriores. Cada vez me sinto mais a deixar de ser preciso ou vocacionado para outras áreas. Mas nesta tenho ainda muito para dar.
Ingenuamente - ou talvez não - assim sigo pensando.
Nada de mais, muitas outras pessoas poderão gabar-se do mesmo ou bem mais. Mas em pouco menos de ano e meio - comecei nestas andanças apenas em Março do ano passado - e com um interregno em que me dediquei à animação turística não me parece mal e bem melhor do que eu esperaria de início.
Ingenuamente - ou talvez não - assim sigo pensando.
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