terça-feira, 25 de novembro de 2025

• Ráfálašvuohta*

Alguém escreveu um post numa rede social em que eu estou mais activo ultimamente em que exclamou isto; 

"A intimidade não-sexual é tão subestimada… O calor silencioso
do corpo dele(a) ao seu lado, a respiração lenta, os beijos preguiçosos, a segurança que dispensa palavras."

Apeteceu-me retorquir isto:

E aquela sensação que nos assalta de vez em quando e nos apercebemos que ele(a) está ali, tranquilo(a), lendo um livro. E respiramos fundo de felicidade. Ou quando ele(a) fica ali parado(a), quieto(a), só nos fitando em silêncio. E depois vem nos beijar ou nos abraçar de mansinho.

Cala-te, maldita memória!... Porque me fazes reviver algo que não tenho esperança que volte a acontecer
________________________________________________

* Ternura, na língua do povo sami, da Lapónia.

Nota: a imagem acima foi criada com recurso a IA.

2 comentários:

lua perdida disse...

Cada pessoa tem necessidades diferentes...
Cada pessoas aproveita e sente saudades des coisas diferentes...

Ate as memorias por vezes sao intimidades ( dolorosas ou nao) ...bom domingo

Giuseppe Pietrini disse...

Mas que surpresa tão agradável, ver um ser de luz aparecer aqui no meu blog!...

Vi no teu blog que falaste de dor no dia 25 de Maio, tal como hoje aqui. Espero que essa dor já esteja agora apaziguada. Presumo que a tua estrutura não necessitará mais de falar sobre essa dor. Mas se não for assim, eu e o meu bloguinho, nós somos mi casa, su casa.

Falaste também de diferenças. Nós somos duas almas diferentes. Com sentimentos diferentes. Com necessidades diferentes. Mas ouso dizer, ou melhor, presumir que teremos também algo em comum.

Quiçá os mesmo fragmentos...

Bom domingo para ti também, com um grande beijinho.
José, aka Giuseppe